Bairros

Maus-tratos: polícia oficiará CCZ

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Na edição de ontem, o JC noticiou a triste história de cerca de 70 cães de raça que foram flagrados com suspeita de maus-tratos em um canil localizado no distrito de Tibiriçá. Um veterinário e uma agente de saneamento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru estiveram no local e realizaram uma inspeção, por isso, nos próximos dias, a Polícia Civil irá oficiar o órgão da Vigilância Ambiental para emitir um laudo e um relatório sobre a situação dos animais.

Magros, abatidos, com secreção nos olhos e inúmeros carrapatos. Assim os animais foram encontrados na manhã de anteontem. Apesar destes fortes indícios de maus-tratos, a equipe do CCZ ponderou ao afirmar esta possibilidade. “O auto de infração irá relatar as condições de alguns cães e a falta de higiene, que ficou comprovada”.

O delegado titular do Distrito Policial (DP) de Crimes Ambientais, Dinair José da Silva, afirmou na tarde de ontem que oficiará o CCZ para que seja emitido um laudo e um relatório completo sobre essa vistoria. “Assim que tivermos os laudos em mãos começaremos a ouvir todas as partes envolvidas, inclusive os funcionários do CCZ que estiveram lá”, disse.

Anteontem, a estudante de medicina veterinária Vânia Domeni, uma das responsáveis pelos cães, foi procurada pelo JC e negou que os animais estejam em situação de maus-tratos.

Em resposta aos questionamentos da reportagem, a Vigilância Ambiental informou que esta é a terceira vez que o proprietário do canil é autuado e multado por maus-tratos e falta de higiene.

Com a emissão deste auto de infração, os responsáveis pelos animais têm 15 dias para entrar com recurso ou comprovar a adequação do local. A equipe que realizou a vistoria afirmou anteontem que, caso sejam despejados, os responsáveis deverão informar o novo endereço dos animais.


Despejo

Esta solicitação de vistoria foi feita pela proprietária da chácara, Ana Maria Vieira, que esteve no local anteontem acompanhada por um oficial de Justiça para o cumprimento de uma ordem de despejo. Na tarde de ontem houve uma nova tentativa de contato com ela, porém sem êxito.

Ainda é incerto qual será o destino destes cães, caso os seus responsáveis tenham que deixar a chácara. Segundo a Vigilância Ambiental, não é atribuição do Centro de Controle de Zoonoses o recolhimento e tratamento destes animais e sim a autuação do proprietário para que o mesmo resolva o problema.

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