A informatização da Secretaria Municipal de Saúde depende, fundamentalmente, de sistema que está prometido para ser entregue à Prefeitura de Bauru no mês de janeiro, no início do próximo mandato. A pendência estrutural é considerada vital para que a pasta passe a dispor de ferramentas de gestão em condições de aplicar e acompanhar os programas que integram a chamada distritalização municipal da saúde.
Ontem, Fernando Monti, que vai ficar no comando da pasta no segundo mandato do governo Rodrigo Agostinho (PMDB), disse que o Ministério da Saúde apontou que o sistema fica pronto em janeiro. “O sistema de informatização a ser disponibilizado pelo Ministério da Saúde tem janeiro do próximo ano como meta para ser entregue. Esta é a data que eles nos deram. Eu já falei ao ministro Alexandre Padilha que Bauru está esperando isso há anos e queremos que aqui seja o campo de teste, desde o início, para a implantação do sistema e ele disse que isso será feito”, contou.
O secretário acrescentou que o sistema de informatização vai funcionar como uma ferramenta padrão, que poderá ser acesso por municípios interessados no processamento dos dados de prestação de serviços na área. “O Ministério da Saúde desenvolveu o sistema a partir da experiência de Florianópolis (SC). A licença oferecida por Maringá (PR) não evoluiu em termos de adequação. Mas o sistema a partir de Florianópolis está na fase final e esperamos contar com ele”, abordou.
A implantação da informatização do ponto de vista dos programas é vista como fundamental. “Nós estamos bem adiantados em termos de máquinas, de hardware, e de rede também. Mas sem o software com capacidade para elencar e abastecer todos os serviços nós paramos na implantação. E isso agora parece que tem data com previsão para iniciar a implantação. É uma ferramenta essencial para quem trabalha em rede e de forma regionalizada, com uma série de indicadores de atendimentos e de serviços prestados em diferentes frentes, tanto na rede de urgência como nas unidades básicas, cujas reformas e ampliações agora é que ganham maior fôlego nesse nosso processo de mudar a rede que existia”, finaliza Monti.
A agilidade da máquina pública é considerada por Fernando Monti como o principal desafio para a Prefeitura de Bauru, fenômemo que se repete em outras tantas gestões, em todos os níveis.