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Bate o sino pequenino... bate o peso!

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Entre na maioria das lojas de departamentos nesta época e lá está a tradicional trilha sonora. Enquanto você escolhe os presentes, os alto-falantes insistem, na voz feminina com sotaque nordestino, o interrogatório: “então é Natal, e o que você fez?”.

Mas por que (quase) todo mundo fica com essa sensação, senão de peso nas costas, de que deve fazer algo pelo próximo? De fato, ficamos mais “sentimentais” no final do ano. Qual efeito que dezembro provoca em nossos corações e mentes?

Ficar mais “bonzinho” no final do ano, de acordo com a psicóloga Maria Lúcia Biem, é algo natural.

A época, observa, é propícia a uma mudança de hábitos, mesmo que momentânea. “O Natal, principalmente, tem todo esse significado, seja no aspecto religioso, de confraternização dos familiares, amigos e também comercial, com as lojas enfeitadas”, elenca.

Esse tripé, salienta, mexe com o nosso emocional. “Toca o sentimento das pessoas, que ficam mais sensíveis e até fragilizadas”, considera a psicóloga. Aliado ao tempo de zerar a fatura, quando se planeja o novo período que inicia, essas emoções, acrescenta Maria Lúcia, ficam ainda mais a flor da pele.

Daí o maior senso de compreensão, paciência e caridade despertado entre as pessoas, credita ela. “As pessoas repensam um pouco na vida e até inconscientemente fazem promessas para si”, observa.

O problema é que, entrou janeiro, apesar do ano novo, retornam os velhos – nem sempre bons – hábitos. “Mas fazem planos, resoluções e mudam. Mas a rotina entra e aquilo que foi pensado nos dias que marcam o final de ano não é colocado em prática”, ilustra.

 

Resoluções

Além dos sentimentos – culpa ou compaixão – aflorados com mais ênfase nesta época, outra tradição do período são as resoluções para o próximo ano. Emagrecer, mudar de emprego (ou arrumar um).

Planejar, segundo ela, é importantíssimo nesta época do ano. Contudo, fazer planos somente, sem a concretização dos mesmos nos 365 dias restantes, é inócuo. O que vale, aconselha a terapeuta, é traçar metas com a cabeça no futuro, mas os pés muito bem fincados no chão.

“Por isso o planejamento é importante, para chegar ao final do ano com saldo positivo”, diz. “Mas é necessário, junto às metas, equilibrar emoção e razão”, salienta.

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