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Hora do almoço: correria e lotação

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

Calçadão da Batista de Carvalho estava lotado, apesar do sol intenso na hora do almoço

O último dia para as compras da data natalina no comércio central, aberto das 9h às 18h ontem, exigiu dos comerciários muito jogo de cintura para conseguir almoçar e, ainda, atender à multidão de clientes de última hora. Os trabalhadores se adequaram em escalas de diferentes equipes para conseguir um “respiro” para o almoço em pleno dia de trabalho intenso.

Nesta época do ano o comerciante Luis Pedro da Silva, 45 anos, proprietário de um carrinho de lanches instalado na rua Gustavo Maciel há 15 anos, só consegue fazer uma refeição por dia.

“Eu escolho: ou tomo café da manhã ou janto. Abro a barraca às 6h e só fecho às 23h, então não tem como parar. Eu sempre contrato mais funcionários nesta época de mais movimento, mas também gosto de trabalhar, então não consigo ter uma pausa muito longa”, disse.

Com o suor de suas muitas horas trabalho, Luis chega a vender 500 lanches por dia e esse dinheiro extra garante um dia de Natal mais tranquilo para a esposa e seus quatro filhos. “Aproveito o dinheiro que ganho nesta época para descansar e fazer algo diferente com a família no dia de Natal”.

 

Correria

A gerente de uma pequena lanchonete e sorveteria, Maiara Prado, 23 anos, explica que a equipe de seis funcionários foi toda remanejada em uma escala especial para o final do ano. “Conseguimos dividir certinho os horários de almoço e alguns conseguem ir para casa para fazer a refeição. Outros funcionários até tiraram folga no domingo, e isso é muito bom”, afirmou.

O gerente de outra lanchonete, Jorge Santos Machado, 32 anos, também usou a escala para organização dos funcionários. “Fizemos a escala para não prejudicar ninguém. Às vezes até trocamos o horário para ajudar um colega que precisa de uma hora diferente de almoço”.

Com a movimentação intensa em todos os restaurantes e lanchonetes da área central, ele acaba fazendo a refeição no próprio estabelecimento em que trabalha. “Acabo almoçando aqui mesmo ou nas proximidades porque os lugares ficam muito lotados nessa época do ano”, acrescentou.

As colegas de trabalho de uma empresa de telefonia de Bauru, Marcela Barreto, Roberta Lisboa, Priscila de Paula e Rosa Barreto, conseguiram uma pausa para o almoço por volta das 14h de ontem. “Fomos separadas em duas equipes. Uma substitui a outra para conseguirmos almoçar com calma”, destacou Marcela.

E não foram só os comerciários que “sofreram” para conseguir uma brecha no dia árduo de trabalho e, ao mesmo tempo, encontrar um lugar menos movimentado para almoçar.

Os visitantes do Calçadão, Éder do Amaral e Elisângela Alves, foram fazer as últimas compras de Natal e pararam em uma lanchonete. “Nós sempre fazemos desta forma. Nesta lanchonete o almoço é sempre garantido, rápido e gostoso”, opinou Éder.


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