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Obama volta a negociar ?abismo fiscal?

Folhapress
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Washington - Após o presidente Barack Obama voltar ontem mais cedo de seu recesso no Havaí e cobrar de líderes do Congresso avanços em um pacote que evite o choque fiscal em janeiro, deputados da oposição desistiram da folga de fim de ano e voltam domingo à Câmara para negociar.

A meta é forjar um plano de ajuste de gastos e aumento de impostos seletivo, que evite a expiração de benefícios tributários e cortes drásticos previstos para a próxima semana um abismo fiscal que levaria à recessão.

Mas a quatro dias do prazo, falta consenso e os parlamentares enfrentam a tarefa extra de votar a elevação do limite da dívida federal.

Ontem o senador republicano Scott Brown disse que Obama fez nova proposta à oposição, sem dar detalhes.

Com a Câmara polarizada, espera-se que o Senado dos Estados Unidos aja.

O líder da maioria na Casa, o democrata Harry Reid, disse ontem que um acordo no prazo parece improvável. Os democratas têm maioria no Senado, mas ainda assim precisam de algum apoio de republicanos para sua tentativa de aumentar os impostos somente para as grandes fortunas.

Num indício de que poderá haver uma saída para o impasse no Congresso, o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, fez um chamado ao Senado, controlado pelos democratas, para que tome atitudes que evitem o “abismo”.

Ele também se ofereceu para pelo menos estudar qualquer proposta feita pelos senadores.


Recessão

O abismo fiscal é o enxugamento de US$ 600 bilhões em dinheiro público previsto para o ano que vem e entra em vigor na próxima terça (dia 1).

Esse enxugamento combina a extinção de “alívios fiscais”, na forma de impostos e tributos menores, e a entrada em vigor, no início de 2013, de novos cortes novos de gastos públicos federais.

A instabilidade preocupa o mercado financeiro por causa do risco de uma nova recessão nos Estados Unidos, que, nos últimos dois anos, teve crescimento médio de 1%.

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