Esportes

Atletismo: Sem Limites na São Silvestre

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Vencer o percurso de 15 quilômetros da mais tradicional prova de atletismo do Brasil é o primeiro objetivo do “pelotão” bauruense que encara o desafio da Corrida de São Silvestre, realizada amanhã, em São Paulo. Porém, o mais importante para os competidores é superar os próprios limites, baixando suas marcas ou simplesmente completando o percurso. Os representantes da Sem Limites estarão entre os cerca de 25 mil atletas que percorrerão o trajeto da prova paulistana, passando por pontos históricos da capital paulista, enfrentando a temida e exigente subida da avenida Brigadeiro Luís Antônio já no finalzinho da São Silvestre e, se tudo der certo, rumando para a honra de cruzar a linha de chegada na avenida Paulista. A 88ª edição da corrida será realizada pela primeira vez no período da manhã e terá três largadas. A primeira, para portadores de necessidades especiais, ocorre às 7h10; mulheres saem às 8h40 e os homens, às 9h.

Entre os bauruenses que disputarão a São Silvestre, está o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), que vai para sua terceira participação na prova e encara o evento como uma festividade. “É uma festa. Neste ano vai terminar na avenida Paulista, que é onde tem a festa de réveillon, tem todo um clima gostoso. É mais do que uma competição, é uma festa do esporte”, considera. O clima de celebração se estende à projeção sobre o desempenho na prova, sem preocupação com resultado, voltando-se mais a “saborear” a São Silvestre. “Vou estar bem longe dos quenianos. O espírito é participar. Não recordo minha colocação no ano passado, fiquei no pelotão do meio, nem lá muito no final, mas longe dos primeiros colocados”, diverte-se.

Rodrigo analisa as peculiaridades do trajeto da São Silvestre. “Normalmente as corridas de rua são em um ambiente plano. A São Silvestre difere por ser uma corrida com muitas subidas. O pessoal fala da Brigadeiro Luís Antônio, mas é porque ela está no final, quando você já está muito cansado. Mas a corrida tem muitas subidas”, constata. O prefeito planeja concluir o percurso entre 1h30min e 2 horas. “Se eu conseguir fazer a prova inteira em uma média de dez, 11 quilômetros por hora, está ótimo”, define Rodrigo, que treina todos os dias. “Comecei a correr no final do meu primeiro ano de governo para melhorar minha parte física, porque comecei a engordar de ficar parado. Hoje, tenho hábito de correr todo dia. Alguns dias na academia e outros, na rua”, conta Rodrigo, que tem no currículo provas de dez, 25 e 42 quilômetros, tendo completado sua primeira maratona neste ano.

O prefeito integrará a equipe da Clínica Corpore e deverá ter a seu lado na prova a namorada, Daniela Jovel Modolo, e também seu personal Luiz Fernando de Sousa. Além deles, a Corpore será representada pelo atleta Márcio Pedroso Miyahara, acompanhado pelo seu personal Marcelo Ávila.


Nosso Kanu

Sebastião Samuel Júnior, o Kanu, também vai para sua terceira participação na São Silvestre e sua meta é superar a 430ª colocação de 2011. “Quero fazer melhor do que no ano passado. Treinei desde janeiro para isso”, declara. O bauruense vem diminuindo seu tempo na corrida a cada ano. Em 2010, completou a prova em 1h07min e no ano passado fez os 15 quilômetros em 1 hora. Entre as dificuldades, Kanu aponta a habilidade para se desvencilhar dos concorrentes perdendo o mínimo de tempo. “A gente não corre sozinho, está no pelotão geral, com um monte de gente trombando. Tem que dar uma esquivada do pessoal”, aponta.


Estreia

Lucas Mion fará sua estreia na tradicional corrida de encerramento do ano. “Faz quatro anos que participo de corrida de rua e é a primeira vez que vou a São Silvestre. O intuito é, primeiramente, participar. Lógico que a gente tem uma meta de tempo, mas a ideia é terminar a prova”, comenta. O bauruense trabalha com a projeção de 1h10min para concluir a prova. Para alcançar o objetivo, o corredor vem em intensa preparação durante o ano e participou de 19 provas em 2012, com destaque para a Volta ao Cristo, em Poços de Caldas-MG e a Meia Maratona de São Paulo, além de ter disputado todas as corridas realizadas em Bauru na temporada. “A Volta ao Cristo tem 16 quilômetros e é considerada a terceira prova mais difícil do calendário nacional”, destaca.

Mion relata a ansiedade que a São Silvestre causa. “Por ser a São Silvestre, desde o momento da inscrição já estou bem ansioso. É uma prova tradicional, todo mundo assiste e a gente sabe que o público participa”, observa. Em São Paulo, Mion terá a companhia do parceiro de treino Rafael Luiz Rodrigues. “A gente sempre gosta de incentivar os amigos. Eu o arrastei para treinar, ele pegou gosto e começou a participar das corridas agora”, brinca Mion. Rodrigues também fará sua estreia na São Silvestre.


Veterano

Outro representante de Bauru na São Silvestre será o veterano Alberto Ramos que, aos 60 anos, disputa mais uma vez a corrida. “Me preparei e espero, quem sabe, me dar bem entre os veteranos”, comenta o atleta que ficará na torcida por Frank Caldeira no pelotão especial. “Vou torcer por meu conterrâneo mineiro”, comenta o corredor, que participa da São Silvestre com o apoio de Expresso de Prata, Lojas Magazine Luiza, Posto Garbraz, Bauru Paineis, Supermercados Confiança, Restaurante Regina e Prata Construtora.

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