E eis que a turba diz que o menino prodígio (agora, por conveniências, já não é mais; transmudou-se em menino prejuízo...) Paulo Vieira, ex-Agência Nacional de Águas - ANA -, é um "desqualificado" que usa de "má fé" para atingir seus objetivos; que não merecem credibilidade as suas denúncias; que já foi denunciado pelo Ministério Público; que foi "apontado pela Polícia Federal (PF) como chefe de uma quadrilha" e que lançou novas dúvidas sobre o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams (o quase ministro do STF).
Desta vez, informa-nos o PT, secundado (pode?) pelo poder Executivo em peso, que é exatamente assim: o menino não vale nada, realmente! Tinha mesmo que ser denunciado. E assim está sendo.
Esse tantão de "elogios", foi esparramado aos quatro ventos por Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho, por José Eduardo Cardozo e tantos outros. A esta altura o menino prodígio, seu irmão Rubens Vieira, ex-Agência de Aviação Civil (Anac) e Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, estão sendo indiciados pela PF.
Mas, se ainda perguntar não ofende ("sá comé, né?"), pergunto: quem é que colocou aquele judas crápula e seus outros apostolozinhos aonde eles estavam até pouquíssimo tempo? E mais: após sua posse, quem é que pediu à presidente que não mexesse no quadro do pessoal do escritório da Presidência da República de São Paulo, cuja chefia, desde o início, era da senhora Rosemary?
E mais, ainda: quem pediu a nomeação dos irmãos prodígios Paulo e Rubens Vieira respectivamente para a ANA e para a Anac e, no seu pedido, foi atendida. E foi atendida, por quem? Até onde se saiba, não foi atendida pela presidente, mas por outrem que à senhora Rousseff pediu! Ou mandou?
A turba está tão desorientada que até já perdeu o sentido de direção. Tudo isso faz lembrar um filme de terror em que todos os personagens do Executivo, - inclusive ella - como zumbis, vagueiam pelas alamedas sepulcrais dos palácios, seguidos por várias alas em uma procissão, na maior parte formada pelos depravados e corruptos que compõem o Legislativo. Apesar da balbúrdia, nesse despropósito desordenado e quase desumano, o presidente do STF, utilizando-se de uma vergasta, ainda tenta, desesperadamente, colocar ordem na devassidão em que se conseguiu colocar o país.
Pobre Brasil dos meus amores!
Oh... pátria amada! Quem a colocou ajoelhada a orar por nós, os seu filhos?
João Guilherme Ortolan