Esportes

Corpo de cadeirante que morreu na São Silvestre será levado a Belém

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O corpo do cadeirante Israel Cruz Jackson de Barros, 41, que morreu na véspera da Virada após chocar-se contra o muro do estádio do Pacaembu, durante disputa da São Silvestre, será levado nesta quarta-feira (2) para Belém, onde ele morava. 

A organização da prova informou que houve demora para a liberação do corpo por problemas de burocracia, já que não havia nenhum parente de Barros em São Paulo -ele viajou sozinho e hospedou-se em um hotel próximo à avenida Paulista. A organização informou que vai bancar as despesas de viagem e funerárias. 

 

Segundo comunicado divulgado pelos organizadores da prova, Barros perdeu o controle de sua cadeira em uma descida e se chocou contra o muro do estádio do Pacaembu. 

 

Após o primeiro atendimento pela equipe médica do evento, o cadeirante foi encaminhado para a Santa Casa de São Paulo. 

 

Mesmo tendo chegado consciente ao local, ele não resistiu aos graves ferimentos e faleceu. Cruz deixa dois filhos e um neto. 

 

Veja o comunicado: 

"O Comitê Organizador da 88ª Corrida Internacional de São Silvestre comunica o falecimento do atleta Israel Cruz Jackson de Barros, inscrito na categoria Cadeirante masculino. O fato ocorreu em razão de um acidente durante a prova realizada na manhã desta segunda-feira, em que o atleta se chocou contra o muro do Estádio do Pacaembu. 

 

O atleta, segundo outros participantes, teria perdido o controle de sua cadeira na descida sofrendo uma queda muito forte. Prontamente atendido pela equipe médica do evento, que estava próximo ao local, Israel foi depois levado à Santa Casa de São Paulo ainda consciente, às 7h35, foi atendido pela equipe do hospital, mas, infelizmente, não resistiu em razão da gravidade dos ferimentos e faleceu às 8h50. 

 

O atleta estava devidamente inscrito na prova, obedecendo os critérios de seleção do evento cujas inscrições foram feitas pela Fundação Cásper Libero e supervisionadas pela organização técnica do evento e pela ADD - Associação Desportiva para Deficientes. 

 

O Comitê Organizador está acompanhando o caso juntamente com a ADD para atendimento à família do competidor, uma vez que o mesmo não residia na Capital". 

 

Acidente 

 

Israel teve sua perna esquerda amputada em 1985. Ao ensinar sua irmã a andar de bicicleta, em uma brincadeira, Israel correu com velocidade e sua irmã puxou a garupa fazendo com que a manete da bicicleta entrasse em sua coxa do lado esquerdo, perfurando e atingindo a veia femural, segundo ele mesmo escreveu em seu blog. 

 

Ele passou por quatro cirurgias até a amputação de sua perna. 

 

"No início é tudo difícil, é como nascer de novo. Aos 22 anos de idade entrei para o esporte e me tornei um para-atleta", diz o texto em sua página. 

 

O para-atleta começou jogando basquete em cadeira de rodas. Com 23 anos, passou a praticar o atletismo como cadeirante. Almejava participar da maratona dos Jogos Para-olímpicos. Em 2011, foi o vencedor da Volta da Pampulha, em Belo Horizonte.

Comentários

Comentários