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Fornecedores são pagos com cheques sem fundos


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Além do sumiço de documentos em alguns setores, divulgado ontem pelo JC, o governo que assumiu a prefeitura de Jaú no dia 1º terá que lidar com a escassez de dinheiro em caixa para honrar compromissos financeiros com fornecedores e servidores públicos. No último dia de 2012, a administração anterior teria emitido pelo menos dois cheques sem fundos, no total de mais de R$ 700 mil, para uma construtora e uma empresa de informática. No entanto, o valor do ‘rombo’ nos cofres públicos pode ser ainda maior.

O fato foi divulgado pelo prefeito Rafael Agostini (PT) em entrevista coletiva ontem à tarde. “No segundo dia de governo, começamos a nos deparar com cheques emitidos pela administração anterior que não tinham saldo. Nós temos informações oficiais do Banco do Brasil referentes a no mínimo dois cheques, cheques esses em valores elevados, sendo que eles sabiam que não ia haver dinheiro em caixa para fazer a folha de pagamento agora no começo do ano, referente ao mês de dezembro”.

Os dois cheques, segundo o prefeito, foram emitidos dia 31 de dezembro para saldar débitos com uma construtora e uma empresa de informática, respectivamente. “Como eles soltam cheque de R$ 530 mil para pagar um fornecedor e outro de R$ 192 mil para pagar outro fornecedor sendo que só tinha R$ 1,5 milhão em caixa e a folha de pagamento custa mais de R$ 4 milhões, fora o INSS?”, questiona. “Tem professores e profissionais do transporte escolar que nos procuraram na prefeitura dizendo que têm também problemas relacionados ao pagamento deles, em valores menores”.

Num primeiro momento, Agostini explica que está levantando o número de cheques sem fundos. “Eu estou tomando as medidas cabíveis para mapear quantos são os casos, quais os valores e quais as providências para saldar isso”, diz. “Estou fazendo um apelo para que os fornecedores não reapresentem os cheques no banco porque isso deixaria o município sem crédito e estou agora com a equipe de Finanças estudando uma forma de nós termos um cronograma de pagamento dessas dívidas que não foram deixadas por nós e sim pela administração que terminou dia 31”.  De acordo com o chefe do Executivo, a administração ainda está levantando o total de restos a pagar deixado pelo governo anterior, trabalho que deverá ser concluído em alguns dias. “Infelizmente, pelo que eu estou percebendo, isso é só a ponta do iceberg”, adianta. O JC não conseguiu localizar o ex-prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV). Ele não atendeu a ligação e não retornou recado deixado em sua caixa postal.

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