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Emoções positivas e sentimentos

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 4 min

2013 mal começou e todos esperam que o ano reserve emoções positivas pela frente. Daquelas que fazem a gente parar para pensar e agradecer. O JC guardou para hoje, Dia da Gratidão, alguns depoimentos de bauruenses que tiveram o coração batendo mais forte nos últimos tempos. São emoções que levam a um sentimento de gratidão. E é bem isso o que o dia pede. Há caos de pessoas que largaram vícios, conseguiu viajar para assistir a uma final de Campeonato Mundial, definiu data de noivado, passou em concurso entre outras conquistas.

 

‘Renasci’

“Passei por muitas dificuldades, principalmente por causa dos problemas com álcool e drogas. Cheguei ao fundo do poço após meu divórcio, causado pelo vício, que também fez meus filhos irem embora de casa. Passei por tratamentos e atendimentos, mas estava cada vez pior. A vida perdia o sentido. Saía perdido para a rua, quando não tinha dinheiro para tomar cerveja, bebia pinga mesmo.

Reencontrei meu rumo com a religião. Deus me afastou de tudo que tirava as pessoas de valor de minha vida, assim como minha própria existência. Minha recuperação vem de alguns anos, mas foi em 2012 que a situação, então ainda nebulosa, clareou de vez para mim. Meus filhos (Bárbara Ellen, João Vitor, Beatriz e Bruna) voltaram a viver comigo. Hoje entendo minha ex-mulher, a quem dou razão. Hoje tenho o perdão. Fiz de meu sofrimento e de tudo a que outras pessoas queridas passaram um aprendizado para constituir uma nova família no futuro. Deus afastou de mim pessoas que só me faziam mal e me levavam por caminhos que só me traziam prejuízo.

Sei de outras pessoas que passam pelo mesmo e podem se reencontrar. Torço por elas, que eu sirva de exemplo”. Ademílson Franco, 41 anos, coletor de lixo.

 

‘Vi, venci’

“Quando o Corinthians ganhou do Vasco (pelas quartas de final da Taça Libertadores) tínhamos a certeza de que seríamos campeões. A partir daí começamos a planejar a viagem para o Japão (onde o alvinegro conquistou o Mundial Interclubes frente ao Chelsea, da Inglaterra).

Ao término da Libertadores compramos, no mesmo dia, as passagens de ida e volta e reservamos hotel. Uma amiga que trabalha no Japão facilitou a compra dos ingressos.

Num grupo de quatro amigos, decolamos de Bauru, com destino a Brasília, no dia 8 de dezembro. Pegamos um voo com destino a Atlanta, nos Estados Unidos. De lá, embarcamos para Tóquio. Foram, ao todo, três dias de viagem.

No trecho entre os Estados Unidos e o Japão era sempre dia, em razão do fuso horário. A rota circundou a calota polar, atravessando os EUA, Canadá e Alaska. O trajeto cruza o estreito de Bering (separa o extremo da América do Norte da Ásia) até o deserto gelado da Siberia, em direção à China, ainda sobre as Coreias e Japão, um voo de 18 horas.

O título foi a cereja do bolo. Testemunhar tudo no local foi tão emocionante quanto a própria conquista. Andar uniformizado, corintiano a caráter, nos locais visitados no Japão nos ajudou muito, inclusive a contar com a ajuda de brasileiros, que nos orientavam. Em Atlanta, na volta, nos encontramos com mais de 100 corintianos, com festa, batucada e cantorias. Uma grande troca de experiência entre o bando de loucos de todos os cantos do País”. Cláudio Balbino Barreto, 47 anos, analista de sistemas. 

 

‘Será    neste ano’

“Para mim, 2012 é o ano da saudade. Sou de João Pessoa, na Paraíba. Estou em Bauru há mais de um ano sem ver meus familiares, que são de lá. Aqui somos apenas meu marido e eu. Na verdade, a minha maior emoção mesmo está reservada para julho de 2013. É quando poderei visitar minha família e matar todas as saudades”. Francisca Cláudia de Sousa Linhares, 24 anos, vendedora.

 

‘Estamos juntos’

“Em meio a todos os perigos e agitação que marcaram o mundo no ano de 2012, acredito que apenas o fato de poder terminar esse período com saúde e na companhia de meus dois filhos são uma grande vitória e consequentemente emoção. Cheguei ao final de 2012 com 22 anos na polícia, o que também representa muito. O mais importante, sempre, é estarmos com saúde, na companhia das pessoas queridas”. Moisés Romero, 41 anos, policial militar.

 

‘Ficamos noivos’

“A maior emoção, no nosso caso, foi o noivado. Fiz uma surpresa na casa dela, no dia do aniversário. Estamos juntos há dois anos e meio, mas ainda não marcamos uma data para o casamento. Ela ainda tem de concluir os estudos. Após isso, acho que poderemos acertar um dia exato”. Alan Fonseca, 22 anos, fotógrafo, noivo de Naina Magalhães, 19 anos, estudante.

 

‘Fui aprovado’

“Após quatro tentativas frustradas, consegui em 2012, finalmente, a aprovação no tão concorrido exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Certamente foi a maior emoção que vivenciei em 2012. Sinceramente, até pensei em desistir. Nos dias próximos a fazer minha inscrição para a última tentativa em prestar o exame, por pouco, não deixei de fazer.

Confesso que, desta vez, eu realmente não estava com muita fé de que fosse dar certo, após, por pouco, não ter obtido a aprovação em outras oportunidades. Mas, graças a Deus, tudo saiu como eu desejava.

Tinha gente, inclusive, que tirava sarro de mim. Me diziam, na cara, que eu não passaria e que a aprovação no exame da Ordem, não era para mim. Estavam errados”. Marcos Pantaleão, 42 anos, advogado.

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