Tribuna do Leitor

Os fiscais da lei antifumo e do álcool


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Sábado, por volta de 23h, eu e meus amigos estávamos em um bar muito bem frequetado na nossa cidade. Fazia muito calor... E o bar estava realmente cheio. Quando, de repente, o pessoal ficou meio esquisito. Chegava a fiscalização da lei antifumo e álcool do Estado de São Paulo. Não que estivessem fumando dentro do bar ou houvesse algum menor bebendo, é que o pessoal ficou muito inibido mesmo.

Aquela dupla se apresentou como senhor Santinho e senhora Inês Abilio. Com a educação dos nobres, deram um show, com muita simpatia e focados na conscientização dos perigos do álcool e do fumo. O que era para ser chato naquela orientação para o dono do bar, se transformou em uma aula para todos os que estavam sábrios e para os bêbados também sobre fumo e o perigo de menores estarem consumindo álcool. Sempre achei que funcionários fiscais da Vigilância Sanitária fossem truculentos, mal educados, mas simplesmente ganharam um defensor e um admirador nesta cidade .

Teve alguns colegas que realmente, naquele dia, sob a orientação dos riscos do fumo passivo, explanado pela senhora Inês Abilio, fez com que não fumassem mais nos interiores de suas casas. Durante a orientação, a senhora Inês Abilio disse à funcionaria do bar que esta grávida que "Gestantes que não fumam estão sujeitas aos mesmos riscos que as fumantes. Por isso, é fundamental se afastar de ambientes enfumaçados. Grávidas que não são adeptas do cigarro, mas inalam a fumaça alheia também estão sob perigo. Ficar 8 horas num ambiente poluído equivale a fumar três cigarros por dia".

Quanto ao álcool, guardei bem alguns pontos importantes: que na adolescência, período de descobertas, festas, novos amigos e mudanças no corpo e mente, pode ser um perigo se for aliado ao consumo de álcool. Isso porque, segundo estudo, a ingestão de bebidas com grau de teor alcoólico pode trazer efeitos prejudiciais ao desenvolvimento do cérebro, especialmente no córtex pré-frontal, estrutura responsável pelas tomadas de decisão, assim como o controle comportamental. Por este motivo, acontecem tantas brigas quando os jovens consomem álcool.

Parabéns a estes funcionários e a chefia. Que Deus dê muita paciência, por que não é fácil lidar com pessoas alcoolizadas nos bares com muita classe e presença de espírito. Os fiscais levaram as brincadeiras na boa, ganhando o respeito dos presentes, e deixaram bem o recado que, como disse o senhor Santinho: o proprietário do bar será responsabilizado se houver pessoas fumando ou menores consumindo bebidas no bar e que não vale a pena um amigo de tantos anos ser penalizado por uma coisa que pode ser evitada. Eu não entendi se eram da Vigilância municipal ou estadual ou os dois juntos. Na verdade, não tenho como saber por este motivo escrevi a esta coluna para este chegue a chefia desses funcionários que estavam visivelmente comprometidos com o assunto.

Marcelo Holfer

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