Após um ano de atividades em prol do Jubileu de Ouro, a paróquia São Sebastião conclui os cinquenta anos de instituição e irá celebrar uma missa na sexta-feira, dia 11, data em que a paróquia completará 51 anos.
Com o encerramento do jubileu, as festividades agora começarão para o padroeiro São Sebastião, com missas, apresentações artísticas e culturais como o coral Artecanto, quermesse e o tradicional bolo com as medalhas de São Sebastião.
Segundo o pároco Gustavo da Natividade, a devoção ao padroeiro não são pelos inúmeros milagres do santo. “A importância e devoção a São Sebastião se deve pelo caminho que ele segue e aponta para Jesus”, revela.
No 3º dia do Tríduo, dia 19, a missa será celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Caetano Ferrari, após a missa o Coral Artencanto se apresentará na paróquia. As festividades no dia do padroeiro, dia 20, terminarão com uma queima de fogos e com uma missa seguida de procissão.
A igreja de São Sebastião é mais antiga do que a paróquia, e completará 75 anos em agosto. No entanto, a paróquia - que significa um padre atender exclusivamente àquela igreja e comunidade - foi criada pouco depois por dom Henrique Golland Trindade, então bispo diocesano de Botucatu, segundo dados históricos colhidos por uma equipe de fiéis.
Para estimular a ideia de se construir a igreja e unir uma comunidade que envolvesse bairros mais distantes do Centro da cidade, um vigário da matriz do Divino Espírito Santo de Bauru contou com a ajuda da Congregação Mariana - formada por cristãos católicos que procuram seguir o cristianismo através de uma vida consagrada à Virgem Maria, muito atuante na cidade.
Quem é o santo?
São Sebastião é venerado em todo o mundo, principalmente em cidades como o Rio de Janeiro, que o têm como protetor. No que diz respeito à sua vida, pouco se sabe. A história narra sua entrada na carreira militar até o martírio.
Militar exemplar em Milão, Sebastião buscava sempre levar as pessoas para o “Deus Verdadeiro”. Chegou rapidamente ao posto de capitão da guarda do imperador, até ser denunciado como cristão.
Quando o imperador Diocleciano - promotor de uma das mais terríveis perseguições ao Cristianismo - soube que Sebastião seguia a Jesus de Nazaré, usou de promessas e até de ameaças com ele.
Mas ele não se abateu e desprezou tudo para seguir Jesus. Foi tirado do seu posto e entregue a um pelotão de soldados que o despiram, amarraram-no a uma árvore e acertaram todo o seu corpo com flechas, a ponto de abandoná-lo julgando que estava morto.
Depois de se recuperar, São Sebastião procurou o imperador para reprovar suas atitudes injustas para com os cristãos, sendo novamente preso e condenado. Em 284, sofreu o martírio à base de pauladas e boladas de chumbo.