O Jornal da Cidade tem apresentado algumas reportagens sobre o DAE bastante preocupantes. Boa parte dessas reportagens versa sobre ações equivocadas, desencontros operacionais que só contribuem para solapar a confiança nos serviços executados e enfraquecimento da ação administrativa. Administrar seja o que for, uma indústria, um lar, um órgão público, deve seguir o mesmo rito, ou seja, adotar estratégias claras para a realização do planejado, análise constante dos custos deste planejamento, seguir sempre em frente, sempre focando os objetivos eleitos, buscar capacidade de adaptação rápida e segura através do "porquê" dos problemas surgidos. Não seguir esse rito básico, na indústria pode ocorrer a falência, no lar a sua dissolução, no órgão público a sua extinção ou, dependendo da sua atividade, a sua encampação que temos como exemplo os ocorridos em serviços federal, estadual, ou, também, leva-se uma instituição a uma fragilidade tal que sua absorção por uma outra entidade idêntica passa a ser natural, num verdadeiro ato de canibalismo comercial.
Esperamos que não seja esse o caso do DAE, pois, para nós, consumidores, essa prática comercial não favorece em nada. Ah!, veja nas estatísticas do Procon o volume das reclamações sobre as empresas encampadoras. Será que merecemos isso?
José Carlos Dias da Silva