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Rose causa tumulto na 5ª Vara Criminal Federal

Folhapress
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São Paulo - A ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha compareceu ontem à Justiça para prestar contas de suas atividades e evitou falar com a imprensa.

Ela deixou o prédio da 5.ª Vara Criminal Federal em meio à empurra-empurra entre jornalistas e seguranças.

O telefone de um repórter do jornal “O Estado de S. Paulo” chegou a ser tomado pelo marido de Rosemary, João Batista de Oliveira, que o acusou de fotografar indevidamente sua mulher.

Após a confusão, a juíza substituta da corte, Adriana Zanetti - que havia proibido a realização de fotos dentro da Vara -, reteve quatro jornalistas, entre eles o repórter da “Folha de S.Paulo”.

Agentes federais disseram à juíza que os jornalistas tentavam tirar fotos de Rosemary sem sua permissão.

A magistrada impediu inicialmente que os repórteres fizessem ligações telefônicas sob o argumento de que uma audiência para apurar o empurra-empurra e eventual descumprimento de sua determinação havia sido aberta.

Após chamar uma representante do Ministério Público, a juíza redigiu uma advertência aos jornalistas sobre a proibição de fotos dentro da 5.ª Vara Criminal.

Com a autorização da juíza, Rosemary utilizou a garagem do Fórum para não ser fotografada.

O encontro dela e os repórteres só foi possível no corredor dos elevadores que levava à Vara. Questionada sobre a permissão de uso da garagem, a magistrada afirmou apenas que, como juíza, podia lhe conceder o acesso.

Rosemary foi denunciada sob a acusação de integrar esquema de venda de pareceres em órgãos do governo federal, conforme investigações da Operação Porto Seguro. Ela chegou às 15h40 no tribunal e permaneceu por 20 minutos, onde assinou um termo de comparecimento.

Ela terá de fazer esse procedimento a cada duas semanas. O objetivo é dar ciência à Justiça de suas atividades. Rosemary está proibida de deixar o País.

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