Polícia

Após 20 anos, polícias prometem integração

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O encontro de trabalho que reuniu ontem, em Bauru, a alta cúpula das polícias Civil e Militar de toda a região é um sinal do que o novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, planeja para o Estado. O objetivo é integrar o trabalho das forças policiais, incluindo o setor de inteligência, para aprimoras as estratégias de combate ao crime.

De acordo com o secretário, uma das diretrizes é instalar, em todo o Estado, Centros Integrados de Inteligência da Segurança Pública (Ciisps), espaço que pretende reunir delegados de polícia e oficiais da PM para planejamento de operações em conjunto. “Cada polícia conservará sua autonomia. Mas este é um processo que deve se consolidar ao longo do tempo, a partir de agora”, pontua.

Vieira assumiu a função de secretário em novembro do ano passado, em meio a uma crise que envolvia, por um lado, uma série de assassinatos de policiais e, por outro, denúncias de mortes executadas por militares, inclusive de um homem já dominado em uma operação na zona sul da Capital. Com a proposta de mudança, o novo secretário nomeou para o Comandando-Geral da Polícia Militar o coronel Benedito Roberto Meira e Luiz Maurício Blazeck como delegado-geral da Polícia Civil.

Blazeck afirma que as reuniões regionais - que foram realizadas ontem em Bauru e Presidente Prudente - são uma demonstração nítida sobre a preocupação do governo em integrar não apenas as polícias, mas também o trabalho realizado em todo o Estado. De acordo com ele, encontros como este não eram realizados há mais de 20 anos.

“Visitando o Interior é que temos a percepção exata das demandas e do trabalho que está sendo realizado em todo o Estado. Os problemas enfrentados no Interior são distintos dos da Capital, mas eles estão crescendo à medida que a economia do Interior também cresce. E temos a obrigação de agir antes que estes problemas se tornem incontroláveis”, detalha.

O coronel Meira lembra que as ações integradas darão ênfase ao combate ao tráfico de drogas, incluindo o crack, apontado como principal responsável pelo aumento nos índices de criminalidade. “Precisamos estancar a droga desde o momento em que ela sai dos países vizinhos até quando chegam às biqueiras, onde ocorre a venda no varejo. Cada segmento da polícia deve assumir sua responsabilidade neste trabalho para, em conjunto, termos uma resposta efetiva”, frisa.

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