Os vereadores eleitos em outubro do ano passado e empossados no último dia 1 já começaram a tomar conhecimento dos projetos que tramitarão pelo Legislativo a partir de fevereiro. Já sabem que o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) enviará um “pacotão” de projetos. A expectativa é que as comissões internas da Casa comecem a apreciá-los assim que forem formadas, na primeira sessão ordinária, dia 4 do mês que vem.
Entre os projetos mais significativos estão a renegociação da dívida da Cohab e o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Departamento de Água e Esgoto (DAE), que promete reestruturar a autarquia. Os sete vereadores que não estavam no mandato anterior, aos poucos vão se inteirando dos projetos.
Faria Neto (PMDB), em viagem a São Paulo, é cauteloso ao falar sobre o assunto. “A Cohab é uma questão que vai demandar tempo, é uma discussão importante. Temos que conversar com todos os vereadores, inclusive com os partidos de oposição, pois é algo bem amplo”, citou.
Já Telma Gobbi (PMDB), acredita que a dívida da Cohab será a principal discussão no início do mandato. “É um tema muito importante, a exemplo do projeto que cria a Fundação Regional de Saúde. Já pedi para ver o estatuto da Fundação e estou estudando a dívida da Cohab”, destacou.
Para Markinho da Diversidade (PMDB), a dívida da Cohab será a prioridade dos vereadores no início do mandato. “A proposta de parcelamento da dívida é a única solução que vejo neste momento. Claro que se houver um ‘Plano B’ e eu ficar convencido de que esta será uma boa solução, podemos caminhar neste sentido também, mas hoje não vejo outra alternativa”, pontuou.
O vereador Raul Gonçalves de Paula (PV), está tomando conhecimento da dívida da Cohab pela imprensa. “Vi a matéria que saiu no JC e no final de semana já tinha começado a estudar o tema. É uma questão complicada, será necessário o bom senso de todos os vereadores”, resumiu.
Já o presidente da Câmara, Sandro Bussola (PT), que também está começando o seu primeiro mandato, disse que vai dar uma atenção à situação da Cohab. “Assumimos no dia 1 de janeiro e tivemos que resolver vários aspectos administrativos e burocráticos na primeira semana de trabalho, mas claro que já estou me inteirando dos projetos que deverão chegar nas primeiras sessões do ano.”
Críticas ao DAE
O vereador Arildo Lima Jr. (PSDB) questiona o atual sistema de funcionamento do DAE. “O orçamento do DAE foi majorado de R$ 80 milhões para R$ 100 milhões anuais, aproximadamente, e você não tem um sinal de onde vai ser feito o aumento dessa arrecadação. A gente tem que discutir com carinho a situação da autarquia”, considerou.
Lima Jr. também frisou que vai analisar com calma a situação da Cohab. “Estamos falando de uma dívida de R$ 291 milhões, é praticamente metade do orçamento anual de Bauru.” Conforme o JC divulgou na edição de anteontem, o Município vai ‘comprar’ parte da dívida da entidade, mas precisa de aprovação de 2/3 dos vereadores.
“O que eu mais quero discutir neste meu novo mandato é a gestão pública. Como o governo vai utilizar o orçamento, a própria definição de como será feito o orçamento, enfim, isso é algo que pretendo colocar em pauta”, resumiu o vereador, que já ocupou uma cadeira na Casa entre 2005 e 2008.
Centro de Treinamento Olímpico
Fábio Manfrinato (PR), vereador mais votado em 2012, ocupou uma vaga na Câmara em 2009, uma vez que era suplente e substituiu por quatro meses a então vereadora Chiara Ranieri (DEM), que estava grávida. Agora, Manfrinato assume de maneira efetiva e tem como principal objetivo a viabilização de um Centro de Formação Olímpica na área onde hoje funciona o Centro Social Urbano (CSU), no Jardim Bela Vista.
“Este não seria um projeto de lei, seria algo nos moldes da Praça Paradesportiva. Pretendo levar ao governo do Estado. É um projeto para o esporte de alto rendimento da cidade, utilizando um local que atualmente está deteriorado, que é o CSU”, explicou.
“Já conversei com algumas modalidades, o projeto vai envolver também os atletas paralímpicos, na reforma do CSU haverá obras de acessibilidade, e com foco no desenvolvimento de alto rendimento. O prazo para finalizar uma obra como esta seria de dois anos e meio, até três anos. A Praça Paradesportiva levou dois anos, o CSU é uma área maior, mas por outro lado não vamos demolir tudo, a intenção é reformar a estrutura existente”, destacou.