ABERTO DA AUSTRÁLIA
Começou em Melbourne (Austrália), na noite do último domingo (horário brasileiro), a 101ª edição do Aberto de Tênis da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada. Nesse ano, com uma premiação total de US$ 31,5 milhões (R$ 64 milhões), que serão divididos nas provas de simples masculinas, femininas, duplas masculinas, femininas e duplas mistas. Ainda não recuperado do problema no joelho que o impede de jogar desde julho passado, o espanhol Rafael Nadal é a ausência mais sentida. Thomaz Bellucci é o único brasileiro participante nas provas de simples. Fabiano de Paula, Guilherme Clezar e Ricardo Hocevar jogaram o “qualifying”, mas não passaram da primeira rodada. Em duplas, além de Bellucci, jogarão também Marcelo Melo, Bruno Soares e André Sá. Nenhuma tenista brasileira está participando. Na realidade, a última participação de uma brasileira nas provas de simples em um torneio do Grand Slam foi com a paulistana Andréia Vieira, no US Open (Nova York) de 1993.
PELO NÚMERO 1
Pela 63ª semana (não consecutiva), o sérvio Novak Djokovic é o primeiro do ranking mundial com 12.920 pontos. Para se manter na posição, sem depender de outros resultados, precisa pelo menos chegar até as semifinais do Aberto da Austrália. Está com 12.920 pontos, 2.655 mais que o suíço Roger Federer, segundo do ranking, que soma 10.265 pontos. No ano passado, o sérvio foi o campeão e somou 2000 pontos, já Federer perdeu nas semifinais marcando 720 pontos. Caso Federer saia campeão, manterá os 720 do ano passado e somará outros 1.280, chegando a 11.545 pontos e assumindo a primeira posição. Mas isso só acontece caso o sérvio perca antes das semifinais. Se Djokovic alcançar pelos menos as semifinais, perderá os 2.000 pontos do ano passado, mas somará 720, totalizando 11.640 - pouco mais que Federer, mesmo que o suíço seja campeão.
MAIS UM TÍTULO
Depois do título em duplas do mineiro Marcelo Melo, no ATP 250 de Brisbane (Austrália) há 10 dias, na última semana, o Brasil conquistou mais um título, também em duplas, dessa vez com o também mineiro Bruno Soares. Tendo como parceiro o inglês Colin Fleming, Bruno foi campeão do ATP 250 de Auckland (Nova Zelândia).
BRASIL OPEN-1
Começou na última quinta-feira a venda de ingressos para o “Brasil Open” de tênis, que será disputado no Ginásio do Ibirapuera, São Paulo, entre os dias 11 e 17 de fevereiro. O site “Tickts Forfun” está vendendo ingressos com valores que vão de R$ 15,00 para anel superior a R$ 125,00 para os próximos da quadra. Estudantes, professores da rede estadual e maiores de 60 anos podem comprar a meia entrada. O espanhol Nicolás Almagro, atual tricampeão do torneio, o argentino Juan Mônaco, o suíço Stanislas Wawrinka, o francês Jeremy Chardy e o brasileiro Thomaz Bellucci, até agora são as maiores atrações.
BRASIL OPEN-2
Na última semana correu o boato de que organizadores do torneio (Koch-Tavares) estariam em negociações para trazer o espanhol Rafael Nadal, o que seria sua volta às quadras depois de sete meses sem jogar, em razão de contusão no joelho. Acreditamos até que o início da venda dos ingressos pudesse ser atrasada em função das negociações com Nadal, pois caso sua vinda fosse confirmada, os valores poderiam ser maiores. Até o momento, não há nenhuma notícia oficial sobre Nadal jogar em São Paulo e o valor das entradas está bastante acessível, então... O Brasil Open faz parte da serie ATP 250 e tem uma premiação total de US$ 456 mil (R$ 925 mil).
DICA
Em duplas: 1- Inicie a execução do saque próximo do “corredor” (linha lateral de simples) para assim poder cobrir melhor sua metade da quadra. 2- Tente sempre colocar o primeiro saque na quadra. O segundo saque é sempre mais fácil de ser devolvido. 3- Combine com seu parceiro qual será sua estratégia nos saques. Caso o saque for aberto (bem cruzado), por ter que se deslocar lateralmente, quase no alambrado lateral, é grande a chance que o adversário faça a devolução na paralela, e seu parceiro poderá se antecipar a isso. 4- Devolva a maioria dos saques na cruzada e com bolas baixas, pois dificulta o “voleio” (golpe dado sem que a bola toque no chão) adversário. 5- Para surpreender, vez ou outra, devolva o saque na direção do jogador da rede. Isso faz com que ele não se sinta confortável e com receio de tomar uma passada não tente cruzar a rede para interceptar sua bola cruzada. 6- Se estiver com dificuldade para cruzar a devolução de saque ou mesmo colocá-la na quadra, como variação recorra ao “lob” (bola por cima), preferencialmente no lado do “backhand” (esquerda para destros). Porém, nesse caso, antes mesmo do ponto iniciar, avise seu parceiro de sua intenção, para que ele não se torne um alvo fácil de um “smash” (golpe dado por sobre a cabeça), no caso de seu “lob” não ser tão eficiente.
CURIOSIDADE
O melhor resultado do Brasil no Aberto da Austrália foi alcançado com a paulistana Maria Esther Bueno, campeã em duplas em 1960 e vice-campeã em simples na edição de 1965. No masculino a melhor campanha foi com Marcos Hocevar em 1983, Jaime Oncins, em 1991 e Gustavo Kuerten (Guga) em 2004, todos perdendo na terceira rodada (terceiro jogo). Para vencer o torneio é preciso vencer sete rodadas. Na categoria juvenil, o alagoano Tiago Fernandes foi o campeão na edição de 2010. Somando a “Era Amadora” (ano de 1905 até 1967) e a “Era Aberta” ou profissional, de 1968 até agora, a Austrália é o país que detém o maior número de títulos no torneio, com 50 nas simples masculinas e 43 nas femininas. Os mais jovens a vencerem o torneio foram o australiano Ken Rosewall, em 1953, com 18 anos e 2 meses, e a suíça Martina Hings, em 1997, com 16 anos e 4 meses. Rosewall também é o campeão mais velho - em 1972 venceu o torneio quando tinha 37 anos e 2 meses. Thelma Long (AUS), com 35 anos e 8 meses, venceu no ano de 1954.
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