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BC decide manter juros em 7,25%

Folhapress
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Brasília - Mesmo com a inflação esperada a caminho do teto oficial, o Banco Central (BC) decidiu manter os juros, pela segunda vez consecutiva, no menor patamar desde o Plano Real.

A taxa Selic, que serve de base para o custo dos financiamentos bancários e o rendimento das aplicações financeiras, ficará, segundo decisão unânime do Comitê de Política Monetária, nos mesmos 7,25% ao ano definidos desde outubro passado.

Em comunicado, o BC reconheceu que a inflação “apresentou piora no curto prazo”. Mas disse ter considerado também que a recuperação da economia é “menos intensa que o esperado”.

Embora nada surpreendente, dado que a aposta central do mercado é a estabilidade dos juros ao longo do ano, a medida está longe de significar conforto para o BC.

Pesquisa feita pela instituição entre analistas e investidores revela que a expectativa geral é de alta da inflação - que já superou o centro da meta de 4,5% anuais oficiais nos últimos três anos - durante este primeiro semestre.

Pela projeção mais consensual, o IPCA vai acumular variação de 6,4% no período de 12 meses de julho de 2012 a junho próximo.

É praticamente o limite máximo aceito para a inflação, de dois pontos percentuais acima da meta. Embora meta e teto sejam estabelecidos para o período de janeiro a dezembro, um estouro da taxa acumulada traria danos adicionais à credibilidade da equipe econômica.

Com a manutenção da taxa básica de juros em 7,25% ao ano, o rendimento das novas poupanças permanece reduzido devido à nova regra para o investimento, anunciada em maio.

A medida determina que, com a taxa básica de juros abaixo de 8,5%, um gatilho será acionado e as novas cadernetas de poupança e os novos depósitos terão seus rendimentos calculados com base em 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que não muda.

Com a Selic a 7,25%, a poupança terá rendimento de 5,07% ao ano mais a TR. Ou seja, uma poupança de R$ 10 mil renderia, pelo menos, R$ 507,5 após 12 meses.

Para depósitos antigos (feitos até dia 3 de maio), nada muda. O rendimento continua sendo de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a TR.

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