Internacional

Radicais islâmicos dizem ter matado refém francês na Somália

Folhapress
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O grupo radical islâmico Al Shabaab, ligado à rede terrorista Al Qaeda, afirmou, nesta quinta-feira (17), que matou o agente do serviço secreto francês Denis Allex, sequestrado pelo grupo em 2009 na Somália. A morte é anunciada cinco dias após uma operação frustrada de resgate.

Em mensagem no microblog Twitter, os militantes dizem que ele foi morto ontem, às 19h30 locais (14h30 em Brasília). Ontem, os extremistas declararam que a decisão de matar Allex foi unânime e ocorreu mais de três anos depois de "exaustivas negociações".

 

Apesar de terem anunciado a morte, o grupo, no entanto, não deu detalhes sobre como ocorreu a morte, nem divulgaram fotos do corpo do francês. A atitude foi diferente do feito com os restos mortais de um militar morto no sábado, em uma tentativa de resgate frustrado.

 

O silêncio sobre o modo que ocorreu o assassinato aumentam as suspeitas de que o anúncio da morte seja falso. A França acredita que Allex foi morto na operação de sábado e acusou os militantes de manipularem a mídia com as recentes declarações.

 

Espião

 

Allex foi um dos dois agentes da DGSE, o serviço secreto francês, sequestrado pela Al Shabaab em Mogadício, em julho de 2009. Seu colega Marc Aubriere escapou um mês depois, mas Allex estava preso desde então em condições que o governo francês afirmava serem "desumanas".

 

Allex era um dos nove franceses sequestrados na África, dos quais cinco estão no Níger, dois em Mali e outro na Nigéria, e a maioria deles em mãos do grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico.

 

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