Polícia

DIG fecha ?banca do bicho? na Falcão

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil fechou na noite de anteontem mais um “escritório” do jogo do bicho em Bauru. A banca, localizada na quadra 11 da rua Albuquerque Lins, na Vila Falcão, foi desmantelada por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) após cerca de dez dias de acompanhamento sobre o modo de operar dos contraventores.

Ao todo, sete pessoas foram detidas, mas assinaram um termo de compromisso e responderão pelo crime em liberdade, conforme previsto em lei.

A banca funcionava como um escritório do jogo clandestino camuflada com a fachada de uma residência. O local foi ocupado pela polícia em pleno funcionamento, enquanto os integrantes do grupo realizavam a apuração e contabilidade dos jogos recolhidos no final da tarde desta quarta-feira.

Segundo a polícia, as sete pessoas apreendidas são reincidentes na exploração do jogo. “A contravenção é penalizada, mas infelizmente, a legislação ainda é muita branda. Os contraventores acabam mudando de local e dando prosseguimento às atividades”, ressalta o delegado da DIG Cledson Luiz do Nascimento.


Fora do expediente

Por conta da “experiência” do bando, a polícia realizou a ação fora de seu expediente comum de trabalho. “Atuamos depois do expediente para surpreendê-los, já que eles imaginavam que a polícia só agiria até as seis horas da tarde”, aponta o delegado.

Na ação, que ocorreu por volta das 19h, a polícia se dividiu em duas equipes. Uma acompanhou a recolha dos jogos por um motoqueiro e um integrante da banca na avenida Bernardino de Campos, e a outra efetuou o flagrante na sede do ponto clandestino.

Ao todo foram detidos no local três mulheres, de 55, 43 e 33 anos - esta última identificada como a proprietária da banca -, e dois homens, de 46 anos e 32 anos. O mais novo foi apontando como o gerente do local. Já em diligência na quadra 20 da rua Bernardino de Campos foram detidos os dois outros integrantes do bando, de 31 e 26 anos.

A operação também resultou na apreensão de milhares de bilhetes de apostas com datas de dezembro e janeiro, um aparelho de fax, várias calculadoras, formulários de faturamento e blocos de papel, além de R$ 550,00 em cheque e R$ 1.750,00 em dinheiro.

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