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Por que não evitar?

Pedro Vieira
| Tempo de leitura: 3 min

Vazamento de Informações: todos estamos vulneráveis, mas podemos minimizar os riscos adotando medidas simples. Pode ter sido algo pessoal, como a clonagem de um cartão de crédito. Não importa o que aconteceu, e nem quando, mas sim o que nós, usuários de tecnologia, aprendemos e utilizamos dessa experiência no dia a dia.

Grande parte dos usuários comuns acredita que as notícias e alertas de segurança não se aplicam a eles. Apenas quando algo lhes acontece diretamente é que se conscientizam de que todos estamos vulneráveis. Mas por que simplesmente não adotar algumas medidas simples que evitam a maior parte dos riscos?

Geralmente, quando algo como uma invasão acontece em nossas residências, nós trocamos a fechadura, o que pode nos trazer uma sensação de segurança e proteção. Por que, então, não fazer o mesmo com as senhas, que podem ser consideradas fechaduras virtuais, não só toda vez que algo acontece, mas antes mesmo dele acontecer? Existe uma grande diferença a favor dos métodos eletrônicos, como as senhas, pois enquanto a troca da fechadura requer um investimento, a troca das senhas em geral não tem um investimento financeiro diretamente associado e os efeitos dessa medida serão de grande impacto, já que muitos riscos serão minimizados.

Outra medida a ser adotada está relacionada à utilização do crachá corporativo, sua identificação e chave de acesso para ingressar em seu local de trabalho. Em razão de sua relevância, ele não deveria ser deixado desprotegido, nem mesmo para segurar aquele local ideal na praça de alimentação. Por que nós evitamos lugares considerados menos seguros? Porque sabemos que existe uma chance maior de algo errado acontecer. Da mesma forma, as soluções eletrônicas de proteção, tais como antivírus e filtro de conteúdo web, nos direcionam a caminhos considerados menos perigosos.

Se alguém lhe pedisse para escrever a sua senha do banco em algum papel de anotações, você provavelmente não o faria, certo? Então, essa mesma ideia pode ser aplicada às senhas de acesso aos computadores e aplicações. Suas senhas são de sua exclusiva propriedade e interesse e, por isso, são pessoais e intransferíveis, e não devem ser compartilhadas. Da mesma forma não podemos deixar nossos computadores com as nossas senhas desprotegidos.

Algumas informações são sigilosas, tais como segredos contados entre amigos, e não podem ser compartilhadas, exceto pelas partes envolvidas. Nos sistemas de informação, isso é classificado como "necessidade do acesso à informação", onde, por sua vez, dependendo da parte envolvida, terá acesso somente a parte da informação que é considerada como sendo de seu interesse, ou seja, aí serão definidos os níveis de um acesso, que podem ter maior ou menor privilégio.

Por mais tentadora que seja uma oferta recebida no e-mail, é muito importante que você conheça a fonte e ela faça sentido com o conteúdo. Vale destacar que o seu banco nunca vai enviar informações, como confirmação de senhas e CPF, e muito menos cobrá-las por e-mail, nem por telefone.

Muitos problemas da atual sociedade e soluções tecnológicas são versões de problemas comuns já enfrentados por nós em outras esferas, motivo pelo qual devemos agir sempre com o mesmo bom senso e de acordo com a experiência acumulada de nossa sociedade no passado. A cada novo exemplo, deveríamos usar a experiência coletiva para melhorar nossa forma de lidar com segurança, seja pessoal ou da informação.

O autor, Pedro Vieira, é especialista em serviços de segurança

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