Londres - O governo das ilhas Malvinas (Falklands para o governo do Reino Unido) definiu ontem que a Argentina não será mencionada na pergunta que guiará o referendo para definir o status político do arquipélago.
“Você deseja que as ilhas Falklands conservem seu status político atual como um território de ultramar do Reino Unido?”, será a pergunta a ser respondida pelos “kelpers” (habitantes das ilhas), durante o referendo que ocorrerá nos próximos dias 11 e 12 de março.
Para o governo, a votação definirá “de maneira clara, democrática e incontestável a forma como os habitantes das ilhas Falklands desejam viver suas vidas.”
A soberania das Malvinas é reivindicada historicamente pela Argentina.
O arquipélago, localizado a apenas 500 km da Patagônia, foi ocupado pelos ingleses em 1833, expulsando colonos argentinos que estavam instalados ali.
Em 1982, em plena ditadura militar (1976-1983), o governo do general Leopoldo Galtieri ordenou a invasão das ilhas para reintegrá-las ao território argentino.
Na época, uma imensa campanha foi feita junto à sociedade, que em sua maioria apoiou os militares na tentativa de reconquista.
A Argentina foi derrotada e as Malvinas são hoje um território de ultramar do Reino Unido, com uma população de 2.900 pessoas, além de 1.500 soldados britânicos.