Está comprovado que o mundo será melhor se tivermos bom humor. Sei que não é fácil, mas é possível ver tudo com um olhar mais descontraído, afinal, tudo nesta vida se transforma. Digo isso porque percebi que as pessoas com bom humor são mais agradáveis, chegam mais rápido às soluções complexas e sempre conseguem com que tudo dê certo de forma rápida. Já li reportagens sobre o assunto e já entrevistei pessoas que superaram problemas graves através do bom humor. Acredito que a vida é maior e melhor quando a gente sorri mais, ri mais e procura se relacionar com as pessoas com educação e bom humor. Talvez o problema seja a forma de humor que escolhemos. Alguns confundem um tipo de humor como desprezo, sarcástico, ironia, gozação e até descaso.
Tenho feito um exercício mental que estou considerando interessante. Sempre quando vou responder algo ou fazer uma pergunta, tento me lembrar se é possível fazer com bom humor. Das vezes que lembro e faço o teste, dá certo. A reação das pessoas tem sido mais agradável e a conversa flui melhor. É como se o humor desmontasse qualquer barreira ou qualquer dificuldade de interpretação. Mas não são em todas as situações que existe a possibilidade de fazer isso. Quando dá, tenho feito e dá certo. Daí o questionamento que faço se não é possível nos basearmos no bom humor em tudo que por ventura vamos fazer ou falar.
A vida, por si só, não é fácil. Durante o dia somos vítimas de pequenas ciladas, armadilhas e encruzilhadas e nem sempre encontramos a alternativa mais correta. Já notei que mesmo quando erramos, o bom humor consegue ajeitar a situação de forma mais favorável e o problema passa a ser resolvido de uma maneira menos traumático ou doloroso. Talvez, ao buscarmos justificativas naquilo que acontece conosco, o caminho do bom humor seja uma fórmula interessante de se buscar soluções mais compreensíveis. O humor é um meio positivo de se conseguir um mundo melhor, porém, saiba diferenciá-lo de engraçado, divertido, extrovertido e brincalhão. Isto pode ser considerado como comportamento irresponsável por algumas pessoas.
O bom humor a que me refiro é aquele que é dito de forma agradável. Não é preciso vir seguido de piadas, comparações, sons, gestos e tudo mais. Basta falar de forma sorridente, desprovido de rancor, sem maldade, braveza, ou sendo tétrico ou num tom professoral. Seria a linguagem do coração, que muitas vezes pode vir seguido de erros de concordância, mas qualquer um é capaz de entender quando se está com o coração e a mente abertos e em sintonia. A comunicação é uma ciência, mas a prática ainda depende da emoção e do aspecto sentimental. Muitas vezes é possível ser sincero, verdadeiro, franco e dizer o que é preciso ser dito, mas com ternura, com serenidade e amor nas palavras.
Já observei desentendimento em que as pessoas falavam a mesma ideia, mas em tons diferentes, formas diferentes, utilizando palavras duras, amargas e de duplo sentido. Confusão na certa. Daí a necessidade de saber o que se fala e como se fala. Utilizar as palavras corretas, e ainda com bom humor, é uma arte que somente aqueles que detém conhecimento e prática de leitura é que se consegue, pois muitas vezes temos palavras à disposição, mas nos esquecemos do bom humor. Assim, vamos praticar fazendo. Desta maneira, passaremos a fazer com naturalidade e será divertido com o passar do tempo.
O autor, Márcio Cavalca Medeiros, é radialista, jornalista e empresário