O segundo estudo para gerar novo ponto de captação no rio Batalha não é para curto prazo e envolve instalar uma rede adutora para levar água de ponto de maior vazão, como na altura da ponte Matosinho, paralela à linha férrea Bauru-Avaí.
Neste local, o volume de água de superfície é oferecido na mesma proporção, no mínimo, que o futuro manancial do Água Parada, considerado nos últimos anos como a “salvação” para a substituição do abastecimento do sistema Batalha para Bauru.
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) revela o estudo. “O estudo mais consistente, que exige projeto, é o de fazer a barragem no aterro da ferrovia na altura da ponte do Batalha indo pra Piratininga. Mas na altura da ponte Matosinho o rio Batalha também tem vazão bastante significativa. A questão aqui é estudar levar essa água por tubo até um local para ela ser tratada”, comenta.
A discussão iniciada junto ao DAE é de levar a água por tubos margeando o Batalha até a altura da ponte do Cedro, na rodovia Bauru-Marília. De lá, o tubo seguiria rumo a Val de Palmas, onde a alternativa seria construir uma Estação de Tratamento de Água. “Temos em algumas cidades, como Jaú, Estações de Tratamento de Água mais compactas. A ETA tem de continuar sendo reformada, tem vazamento e é velha. Mas captar a água do Batalha na altura da ponte do Matosinho é uma alternativa. A questão é fazer o estudo de viabilidade da adutora para isso”, menciona.
Outra possibilidade a ser avaliada é o tubo percorrer o eixo da ferrovia no trecho da ponte do Matosinho no sentido Avaí-Bauru, até atingir Val de Palmas.
“A vazão do Batalha na região do Cedro gera interrogação sobre o mito da capacidade do Água Parada de superar o Batalha. O rio Batalha ainda tem muito a oferecer a Bauru. É preciso protegê-lo do uso irregular e prosseguir no trabalho de recuperação, além de atacar o problema de assoreamento provocado em pontos de seu percurso”, finaliza o diretor do DAE, Igor Fournier. O Batalha tem 167km de extensão, passando por 11 cidades. O ingazeiro responde por metade de sua vegetação natural nas margens.