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Bombeiros monitoram indústria

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Uma equipe do Corpo de Bombeiros permanece de plantão em frente à fábrica de embalagens para pizza, atingida por um incêndio na manhã do último sábado, no Distrito Industrial III, em Bauru.

No local, três homens trabalham em esquema de revezamento com um caminhão autobomba com capacidade de 5 mil litros na prevenção aos focos de incêndio, que ainda surgem em meio aos materiais existentes no local, como papelão e plástico.

De acordo com o comandante da operação do Corpo de Bombeiros, tenente Helder Cato, não existe previsão para que os agentes deixem o local.

“Enquanto oferecer risco, permaneceremos lá. Dependemos de providências por parte da própria empresa para a retirada da parte metálica. Não temos máquinas próprias para isso e o galpão ao lado da fábrica ainda possui estruturas que não foram danificadas e poderão ser reaproveitadas”, frisa o tenente.

Coordenada pelo sargento Daniel Batista, a equipe atuava no local na manhã de ontem. “Ficaremos até as 8h de amanhã (hoje) para evitar focos em outras instalações, depois outra equipe deve assumir. Ainda há riscos de desmoronamento da estrutura, por isso o rescaldo ainda não foi possível”, aponta o sargento.

Ainda no sábado, agentes da CPFL Paulista estiveram no local para restabelecer a fiação e religar o circuito que havia sido danificado no acidente. Todo o trecho na região da rua Três, que havia sido interditada, já estava liberado na manhã de ontem.

Conforme o Jornal da Cidade divulgou na edição deste domingo, a suspeita é que o fogo tenha se iniciado na fábrica quando uma estrutura metálica, que era colocada em um galpão ao lado da empresa, se soltou de uma corda e atingiu um fio de alta tensão, provocando uma explosão.

O serviço era realizado por quatro operários de uma empresa terceirizada que possui sede em Tupã. O JC tentou entrar em contato com a empresa, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.


Prejuízo

Por volta das 10h de ontem, familiares dos proprietários da fábrica atingida estavam no local observando com pesar os estragos e prejuízos causados pelo fogo à empresa, fundada em 1996 e que há poucos anos havia conquistado sua sede no Distrito III. Abalados, ninguém quis se pronunciar sobre o fato.

O incêndio que atingiu a empresa de embalagens para pizza também trouxe prejuízos para uma fábrica de acessórios automotivos, vizinha do local incendiado, que teve danos em seu sistema de telefonia e em equipamentos eletrônicos.

“A explosão queimou as fontes. Estamos sem internet e sem computadores. Vim para a fábrica tentar resolver esse problema para que amanhã (hoje) os funcionários possam trabalhar normalmente”, afirma Gilson Donato, proprietário da empresa.

Segundo ele, no momento do incêndio, cerca de 20 funcionários trabalhavam quando o fogo atingiu a fábrica vizinha.

 

Operário segue em estado grave

O ajudante geral Niceas Vasquez Carrion Neto, de Tupã, eletrocutado anteontem durante o incêndio que atingiu uma fábrica de embalagens para pizza no Distrito Industrial III, continuava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual (HE) até a tarde de ontem. Conforme o JC divulgou, o paciente, que teve queimaduras de terceiro grau em 70% do corpo, corre risco de morte.

Conforme relatou à reportagem outro operário que atuava com Niceas no momento do acidente, Marcus Vinícius da Silva, 25 anos, ele estaria segurando a estrutura metálica, de cerca de 30 metros, que seria colocada no telhado de um galpão em construção da empresa. E foi nesse momento em que foi atingido por uma descarga elétrica.

“A corda se soltou e a alta tensão atraiu a estrutura metálica ao fio. Quando vimos, ele já tinha sido jogado longe e o fogo começou”, contou.

Outro operário atingido pelo choque foi o soldador Márcio Crispim Vanderlei, que teve apenas queimaduras leves nos braços.

Segundo o engenheiro da CPFL, André Fernandes, o fio atingido pela estrutura metálica possui uma intensidade de 138 mil volts e estava situado em uma torre de cerca de 27 metros e a uma altura mínima de 7 metros do solo.

Ainda de acordo com ele, os operários não teriam respeitado a distância de 15 metros da rede que garantiria a segurança.

 

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