Bamako - Cinco homens suspeitos de terem participado da invasão e sequestro de um campo de exploração de gás no deserto argelino foram presos ontem. Com isso, chega a 37 o número de participantes na operação, sendo que os outros 32 foram mortos nas duas ofensivas feitas pelo Exército argelino contra o local. Outros três criminosos estão foragidos, segundo a mídia local.
Mais cedo, a Argélia já havia advertido que o número de reféns mortos também pode subir, e fontes tinham afirmado que mais 25 corpos carbonizados foram localizados. Forças de segurança ainda fazem trabalhos de limpeza e rescaldo da área, disse uma fonte. O Reino Unido já confirmou a morte de seis cidadãos britânicos.
Anteontem, um balanço dava conta da morte de 23 reféns, de nacionalidades não identificadas. O balanço ainda afirmou que 107 reféns estrangeiros e 685 reféns argelinos tinham sido libertados.
Engenheiros devem visitar o local em breve para iniciar a retomada da produção, o que deverá acontecer nos próximos dois dias, ainda de acordo com o governo argelino.
O ataque começou quando militantes do grupo Signatários por Sangue, que se diz ligado à rede terrorista Al-Qaeda, atacaram o campo de exploração de gás, na quarta-feira, dizendo ser uma represália ao ataque francês contra islamitas que controlam o norte do vizinho Mali.
Na quinta-feira, o Exército da Argélia atacou de surpresa o complexo, libertando centenas de reféns e provocando mortes. Ontem, as forças realizaram a ofensiva final. Desde o início da ação, os dados a respeito da situação no local e das vítimas são desencontrados e incompletos.