Tribuna do Leitor

Na África, um páis chamado Mali


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Por receio da patrulha do politicamente correto, tudo o que leio nos jornais sobre mais esta guerra no continente Africano (e lá vai mais uma vez a marchar minha amada Legião Estrangeira "sull soleil d´Africa") passa bem longe da raiz do problema. Essa raiz foi o fim do período colonial dos países europeus em relação aos povos da África - historicamente sempre reféns do tribalismo e, hoje, do islamismo radical. E, que naquele tempo, não obstante a relação de dependência das colônias para com suas metrópoles, ao menos possuíam lei, ordem, educação e saúde dispensada aos seus cidadãos (com exceção de Angola e Moçambique, vítimas da ocupação colonial meramente de exploração típica dos portugueses).

E que a tudo isto acabaram por perder devido a mentira bem contada da independência pela via das revoluções guerrilheiras marxistas que grassaram no continente nos anos 60 até o final dos anos 70, insufladas pelos movimentos de esquerda locais que por sua vez, só desejavam trocar um senhor por outro, leia-se, a antiga União Soviética.

Após a tal ?independência" das colônias e, por tabela da estabilidade social que as metrópoles propiciavam, por toda a África, ocorre um período de três décadas de lutas internas pelo poder entre facções comunistas de todos os matizes sem falar em um monte de governículos corruptos repleto de ditadores sanguinários e folclóricos, e agora, governos religiosos igualmente ditatoriais!

Hoje ali, a verdade real, gostemos ou não, é uma só, pois sem as mãos do homem cristão-europeu, vige apenas o retrocesso do tribalismo ancestral que infelizmente é algo atávico aos africanos, a fome, a violência e a miséria, fazendo daquela gente presa fácil para o discurso antidemocratico e repleto de ódio anti-ocidental, anti-europeu e anti-cristão dos mulás africanos e mais uma vez para deter o banho de sangue, lá vai o branco europeu.

Com todo respeito penso que antes era mais vantajoso a um indivíduo africano ser um "europeu de segunda" do que um continental "independente".
Terá valido a pena a tal "independência"?

Paulo Boccato

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