Em seu discurso de posse, o presidente dos EUA, Barack Obama, repetiu um chamado por união nacional, em especial com referência ao Congresso, que, espera-se, imporá, neste segundo mandato, ainda mais barreiras às reformas que ele pretende realizar.
"Meus caros americanos, o juramento que fiz diante de vocês hoje já foi recitado por outro. Foi um juramento a Deus e ao país. Não a um partido ou a uma facção", disse Obama.
"As possibilidades da América são ilimitadas, pois temos todas as qualidades que esse mundo sem fronteiras requer: juventude e determinação; diversidade e abertura; uma infinita capacidade de arriscar, e o dom da reinvenção", disse. "Meus caros americanos, nós fomos feitos para esse momento, e nós o aproveitaremos --desde que o façamos juntos."
Reuters |
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Obama destaca liderança americana e defende direito de minorias ao iniciar segundo mandato |
No discurso, Obama fez menções às reforma fiscal e migratória, dois de seus maiores desafios para o próximo mandato. Afirmou que as crianças americanas precisam da primeira para que possam "ir mais longe" e que a segunda atenderá aos "esperançosos imigrantes que ainda veem a América como a terra das oportunidades".
Obama afirmou que a "jornada" do país também não estará completa "até que nossos irmãos e irmãs gays sejam tratados como iguais, perante a lei". Essa pode ter sido a primeira vez em que os direitos dos homossexuais foi mencionado em um discurso de posse de um presidente americano, porém o ineditismo ainda depende de confirmação.
"Nós, o povo, declaramos hoje que a verdade mais evidente é a de que todos nós fomos criados iguais", disse.
Outros desafios mencionados pelo democrata são o combate à mudança climática, no qual ele vê vantagem para a economia americana; e a reforma legislativa que restringirá o acesso a armas de fogo no país, numa reação ao massacre em uma escola primária de Newtown, no Estado americano do Connecticut, que deixou 26 mortos, sendo 20 crianças.
