São Paulo - A única forma que uma funcionária autônoma encontrou para internar seu pai, usuário de crack, foi dopá-lo. Assim, o homem, de 62 anos, entrou no Centro de Referência de Álcool, Tabaco de Outras Drogas (Cratod), no primeiro dia do plantão judicial que analisa casos de internações compulsórias de dependentes químicos.
A filha recolheu o pai da rua dizendo que o levaria ao médico. Ofereceu café da manhã e colocou um calmante no suco. Enfermeiros do Cratod precisaram tirá-lo do carro. O homem passou por avaliação médica que indicou a internação e dormiria no Cratod para que hoje o Ministério Público fosse comunicado sobre a decisão, como prevê a lei. “Ele já usa crack há dez anos, já foi internado voluntariamente duas vezes, mas quis sair. Não quero que ele morra. Não saio daqui sem a internação”, dizia a filha.
Um jovem viciado que mordeu o pai e ameaçou fazer um roubo com a réplica de uma pistola foi outro caso de internação que aguarda avaliação da Promotoria.