TURMA DOS 30
No último domingo, sob a coordenação dos professores de tênis, Claudio Sacomandi Filho (Claudinho) e José Claudio S. Santos Jr. (Tainha ), foi realizado, no Bauru Tênis Clube, um torneio relâmpago de duplas envolvendo tenistCas que fazem parte da “Turma dos 30”. Esse torneio deveria ter sido realizado no mês de dezembro, como encerramento do ano, mas, em razão das chuvas na época, foi adiado. De qualquer forma, a mudança acabou sendo providencial, pois o último domingo, além do torneio seguido de churrasco, foi marcado pela entrada do tenista Moacir Pitta na “Turma dos 30”. Depois de muita disputa, a dupla formada por Ronaldo Zambello e Walace de Paula foi a campeã, tendo Ricardo Farah e Valdir Lourenço formando a dupla vice-campeã.
COPA DAVIS
João Zwetsch, capitão do time brasileiro da Copa Davis, divulgou na semana passada os nomes dos jogadores que irão enfrentar, fora de casa, os Estados Unidos, entre os dias 1º a 3 de fevereiro, em confronto de primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis. Thomaz Bellucci (34º do mundo), para as simples, Bruno Soares (19º em duplas) e Marcelo Melo (17º em duplas) para a dupla eram nomes dados como certo; a surpresa foi a convocação de Thiago Alves (145º do mundo) e não, Rogério Silva (111º), também para os jogos de simples. Thiago é, também, um bom jogador, só que Rogério além de ser um pouco mais novo, está melhor ranqueado e, ultimamente, vem conquistando melhores resultados. À frente de Tiago no ranking aparece ainda João Souza (Feijão), na 131ª posição. Segundo Zwetsch, a convocação de Tiago se deu em razão de ele se adaptar melhor às quadras rápidas e cobertas, como será no confronto. As chances do Brasil sair vencedor são mínimas, será pouco provável, até, que vença um dos cinco jogos, já que a equipe americana é formada por John Isner, 14º do mundo, Sam Querrey, 22º, e os gêmeos Mike e Bob Bryan, lideres no ranking de duplas; além disso, jogarão diante de seu público e em quadra e piso que lhes convém. Sendo assim, por que não premiar os melhores ranqueados, convocando-os?
DOPING-1
As declarações do ex-ciclista americano Lance Armstrong, sete vezes campeão da Volta da França (competição mais importante do ciclismo mundial), dizendo que, “pela obsessão da vitória, competia dopado”, chocou o mundo esportivo. Mas, será que doping no esporte aconteceu ou acontece apenas no ciclismo e com Lance? Anos atrás, o tenista americano, John McEnroe afirmou ao diário australiano “The Daily Telegraf” que durante seis anos, sem que ele soubesse, lhe davam esteroides utilizados em cavalos de corrida. Naquela época, exames antidoping não eram realizados. Em livro de autobiografia, o americano André Agassi diz que na década de 90 a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) encobriu os resultados de alguns exames seus que deram positivos à drogas ilegais. James Blake (EUA) declarou meses atrás que alguns tenistas se dopam, mas não citou nomes.
DOPING-2
Na semana passada o tenista belga, já retirado das quadras, Cristophe Rochus, 34 anos, pôs em dúvida as razões das ausências do espanhol Rafael Nadal e do sueco Robin Soderling das quadras. Segundo ele, é muito estranho que tenham se afastado das quadras pouco depois de obterem seus melhores resultados. Soderlling está parado há mais de um ano, por mononucleose, e Nadal não joga há sete meses, por problemas no joelho. O que Rochus insinua é que esses dois tenistas tiveram seus testes positivos ao doping, e por serem jogadores de ponta, os resultados não foram divulgados, porém só podem voltar quando estiverem “limpos”. Não acredito que isso esteja ocorrendo. Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray e outros tenistas “tops” não se calariam, caso isso fosse verdade; afinal, esses, já tiveram derrotas “doídas” para Soderling e Nadal.
BRASIL OPEN
Foi só o espanhol Rafael Nadal confirmar sua participação no Brasil Open, que acontecerá no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 11 a 17 de fevereiro, e houve uma correria para comprar ingressos; como consequência, os valores subiram muito. O que antes era vendido por R$ 15,00, referente às primeiras rodadas, no anel superior, agora custa R$ 115,00. No anel inferior, antes pelo valor de R$ 50,00, agora custa R$ 170,00. Jogos finais, antes custavam R$ 60,00 no anel superior, e agora R$ 208,00; anel inferior, antes R$ 125,00, e agora R$ 424,00.
DICA
O adversário veio à rede e você está bem posicionado para bater na bola, qual seria a melhor opção: tentar uma passada com bola baixa ou um “lob” (bola alta)? 1-Tente o “lob”, se estiver atrás da linha do fundo, pois caso opte por passá-lo por baixo, pela distância, seu oponente terá tempo de ler sua jogada e chegar à bola. Então, nesse caso, o “lob” o empurraria para longe da rede, dando à você a chance de passá-lo na próxima bola. 2- Caso você esteja à frente da linha do fundo (dentro da quadra), as chances para uma passada com sucesso são maiores, já que o adversário não terá muito tempo para se dirigir à bola.
CURIOSIDADE 1
Ao vencer o primeiro jogo no Aberto da Austrália, em andamento, a japonesa Kimiko Date-Krumm, 100ª do mundo, naquele dia com 42 anos e 109 dias, se tornou a tenista com mais idade a vencer um jogo na história do torneio. Kimiko superou a britânica Virginia Wade, que em 1985 venceu uma partida quando tinha 40 anos. A japonesa acabou vencendo também a segunda rodada, perdendo na terceira rodada para a sérvia de 21 anos, Bojana Jovanosvski. Segundo Kimiko, o seu segredo para ainda estar competindo com essa idade é dormir bastante, comer de forma saudável e beber muita água.
CURIOSIDADE 2
Em ranking de vitórias, envolvendo tenistas com mais idade em torneios do Grand Slam, estão: 1ª- Martina Navratilova (CHZ), em Wimbledon, 2004, com 47 anos e 235 dias, perdeu na segunda rodada, 2ª- Renee Richards (EUA), no US Open, 1980, com 46 anos, 6 dias, perdeu na segunda rodada, 3ª- Novamente Renee Richards (EUA) no US Open, 1979, aos 45 anos, 8 dias, perdeu na terceira rodada, 4- Berry Pratt (EUA), US Open, 1968, aos 43 anos, 133 dias, perdeu na segunda rodada; e em 5º, o resultado da japonesa Kimiko no Aberto da Austrália, 2013. Como curiosidade: a tenista Renne Richards é transexual, disputou a chave masculina do US Open em 1960, em 1975 fez cirurgia de mudança de sexo, e em 1977, quando já tinha 43 anos, passou a disputar o circuito feminino, em 1979 chegou a 20ª posição do ranking mundial.
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