Arquivo/JC |
e estrutura surpreendente até com ventilação |
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O inquérito de um dos casos mais misteriosos de Bauru está próximo ao fim. Porém, encerramento somente do inquérito, uma vez que o mistério deve permanecer. Conforme o Jornal da Cidade apurou extraoficialmente, a investigação do túnel criminoso escavado na tentativa de assalto à empresa de segurança e transporte de valores Protege deve ser relatada ainda esta semana pela Polícia Civil. Porém, sem apontar suspeitos.
O inquérito do caso bauruense começou em 3 de fevereiro de 2011. Na ocasião, funcionários da prefeitura, ao consertarem um buraco, localizaram na quadra 3 da avenida Nações Unidas um túnel com 30 metros de extensão.
No dia 17 do mesmo mês, foi descoberto um segundo túnel. Dessa vez, a obra partia de uma casa e terminava na quadra 2 da Nações Unidas, a cerca de 150 metros de distância da Protege. Ao percorrer a escavação, foi localizado o “Quartel-General” dos bandidos.
Agora, quase dois anos após a descoberta do crime, o inquérito está perto do fim. Segundo informações obtidas pelo JC, falta apenas cruzar alguns detalhes para a conclusão das investigações. O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, não confirma o fato.
Contudo, o jornal apurou que o inquérito deve mesmo ser relatado esta semana. E não deve trazer suspeitos. Desde que o caso começou a ser investigado, a polícia sempre apontou como maior dificuldade a carência de pistas na obra criminosa.
Em outubro do ano passado, vislumbrou-se o que seria, com o perdão do trocadilho, uma “luz no fim do túnel”. É que um crime muito semelhante foi registrado em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Lá, uma quadrilha armada tentou invadir a mesma empresa de segurança. A ação, frustrada pela Polícia Militar (PM), terminou com três bandidos mortos e um preso.
Além de ser o mesmo alvo, os bandidos que agiram na Capital usaram galerias para completar as escavações subterrâneas. Nas duas obras, a estrutura sofisticada com esquemas de oxigênio e de iluminação também convergia.
Porém, a Delegacia de Roubos a Bancos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), conforme o JC publicou no fim do ano passado, não encontrou nada concreto que ligasse ambos os casos.
Lacuna
E, após dois anos, não é só na investigação que ainda existe uma lacuna. Até hoje, o túnel não foi tapado. Para especialistas, o surgimento de um problema ainda maior é apenas uma questão de tempo. A preocupação é que o percurso subterrâneo realizado pelos criminosos passa sob várias residências.
De acordo com o que o JC divulgou com exclusividade em 2011, segundo perícia da própria Polícia Científica realizada em oito casas, todas apresentaram problemas por conta do túnel e oferecem riscos.
Além da preocupação dos moradores, o túnel ainda aberto também deixa o alerta para uma nova tentativa de assalto. Em novembro do ano passado, a Protege solicitou que a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros fizessem uma vistoria na obra criminosa. Nada foi encontrado.
Túnel cavado pelos criminosos tinha quase 200 metros