Nacional

Dutra é liberada após protesto, mas ainda tem 10 quilômetros de filas

ABr
| Tempo de leitura: 2 min

A via Dutra já estava liberada para o tráfego por volta das 8h desta terça-feira (22),  após ficar cerca de 40 minutos totalmente bloqueada, nos dois sentidos, devido a um protesto no  quilômetro 142, na altura de São José dos Campo ( 97 quilômetros de São Paulo).

Mesmo com a liberação, ainda havia 10 quilômetros  de congestionamento na pista sentido São Paulo, desde o quilômetro 132 até o quilômetro 142. Já no sentido Rio, o motorista encontrava problema entre o quilômetro 148 e o quilômetro 142.

Interdição

A rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre São Paulo e o Rio de Janeiro, foi totalmente bloqueada durante uma hora, no início da manhã de hoje (22), por um grupo de sindicalistas e metalúrgicos de uma das oito fábricas do complexo da General Motors (GM), em São José dos Campos. Eles protestam contra o risco de demissão de 1,5 mil trabalhadores.

As pistas já foram liberadas, mas ainda há lentidão nos dois sentidos. Segundo o último boletim da concessionária que administra a rodovia, às 7h40, as filas se estendiam por 10 quilômetros (km) no sentido São Paulo e 6 km rumo ao Rio.

O intuito da manifestação é pressionar a GM a fechar um acordo que evite as demissões. A montadora transferiu os investimentos para ampliação das atividades em outras localidades ficando com um excedente de mão de obra naquela unidade. Na tentativa de reverter essa situação e evitar os cortes, além de parar a Dutra, os trabalhadores farão uma paralisação de 24 horas.

“Queremos que a [presidenta] Dilma [Rousseff] proíba as demissões, já que a GM tem sido uma das beneficiadas do setor automobilístico com redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] e liberação de recursos do BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social]”, citou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Ele também lembrou que o setor vem obtendo recordes e neste ano deve crescer 5%, “o que não justifica as demissões”.

Na última sexta-feira (18), terminou sem acordo a reunião entre os representantes dos empregados e diretores da GM, com intermediação do governo federal. Amanhã (23), os dois lados voltam a discutir formas de evitar a demissão em massa.

Comentários

Comentários