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Bauru acende alerta para dengue

Tisa Moraes com Redação
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Reprodução/Internet

Já no primeiro mês do ano, Bauru contabiliza 11 casos autóctones confirmados e dois outros registros

O primeiro mês do ano nem terminou e Bauru já contabiliza 11 casos de dengue. A informação foi divulgada ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Saúde Coletiva. Além dos 11 casos autóctones de 2013, outros dois registros cujos sintomas tiveram início em 2012 também foram confirmados.

Os números acenderam o sinal de alerta na cidade, que, no ano passado, comemorou um baixo índice de infestação da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A quantidade de pessoas infectadas em 2013 já representa um terço dos registros de todo o ano de 2012, quando foram contabilizados 35 casos, sendo 29 autóctones e seis importados.

Em 2011, ano em que houve a pior epidemia de dengue da história da cidade, seis pessoas morreram em razão da doença e 4.366 pessoas foram contaminadas, sendo 4.360 casos autóctones e seis importados.

No final do ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo já alertava que Bauru estaria entre as cidades com maior vulnerabilidade para a transmissão da dengue durante este verão. Em mais de 200 municípios paulistas com mais de com mais de 60 mil habitantes, Bauru era o terceiro do ranking, atrás apenas do Guarujá e Araçatuba.

O estudo foi feito pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da secretaria em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen). Dentre os depósitos mais comuns para o Aedes aegypti nos municípios pesquisados, destacam-se os recipientes móveis (45,5% do total), como vasos ou frascos com água, pratos, garrafas, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósito de construção (como peças sanitárias estocadas).


Criadouros

Os depósitos fixos, como tanques em obras, borracharias, calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso, piscinas não tratadas, floreiras, vasos em cemitério, cacos de vidro em muros e outras obras arquitetônicas, como caixas de inspeção, responderam por 22% dos depósitos com foco do mosquito. Outros 14,6% dos depósitos com foco do transmissor da dengue são referentes a lixo, como os recipientes plásticos, garrafas e latas, sucatas em pátios e ferros velhos e entulhos de construção.

Mas até mesmo uma tampinha de garrafa pet pode servir de criadouro para o Aedes aegypti, que se procria em água parada. Períodos de calor e de alta incidência de chuva, como o mês de janeiro, são propícios para a reprodução do inseto.

Para combater a doença, equipes da Vigilância Ambiental orientam a população, realizam busca ativa de criadouros e nebulização. A Secretaria Municipal de Saúde frisa, no entanto, que a colaboração da população é importante no combate à doença (veja quadro com principais cuidados).

Entre as ações a serem adotadas, estão manter quintais limpos, descartar ou tampar recipientes que possam armazenar água, manter caixas d’água devidamente tampadas, pratos de vasos com areia, piscinas cobertas com lona, calhas limpas e ralos externos e internos com hipoclorito de sódio (alvejante).

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