Este mês meu casamento completa 7 anos. Também foi em janeiro que conheci o meu marido, onze anos atrás.
A utilidade do casamento é bem simples. Sozinha eu consigo caminhar 1 quilômetro. Meu esposo, sozinho, caminha dois. Se vamos lado a lado, fazemos 4 km, papeando e rindo. Quando se observa esse tipo de rendimento, é interessante formar a parceria, da mesma forma que acontece nos negócios.
E isso certamente não se aplica a todos. Temos amigos que nasceram para morar sozinhos. E são pessoas tão queridas que, por vezes, precisam expulsar os amigos de casa para conseguir estar fisicamente sozinhas.
Da mesma forma, muitos casais de amigos se separaram desde que estamos juntos. Geralmente porque os interesses ficaram muito diferentes, o que é compreensível. Triste no começo, principalmente quando já se tem filhos, mas compreensível.
E quanto aos filhos, sem dúvida, é função dos pais ensiná-los a ter autonomia. Ensinar a se alimentar de forma saudável, a se vestir já nos primeiros progressos motores, a se higienizar, ensinar a gostar de ler e de estudar, depois gostar de trabalhar e ajudar a identificar um trabalho que se goste. Para que sejam independentes de pai e mãe, e - quem sabe? - de chefe. Livres de quaisquer vícios, grupos políticos e, de preferência, livres de refrigerantes.
Se espero que meus filhos formem suas famílias? Torço muito por isso. Aceito que foge da minha alçada, mas se me for perguntado, vou aconselhá-los a criar laços. E somente os indivíduos autônomos podem formar parcerias por motivos mais nobres que necessidade.
Parabéns, Mol, pelo nosso aniversário de casamento. Você é meu companheiro, meu amigo, meu professor, meu catalisador e o amor da minha vida.
Cláudia Fukumoto Uehara