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Processo da chacina de Unaí voltará para a 1ª instância

Folhapress
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Belo Horizonte - A Justiça Federal determinou que o processo contra o empresário Antério Mânica, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de quatro servidores do Ministério do Trabalho em Unaí (MG), em 2004, seja enviado para a primeira instância judicial. O caso, que ficou conhecido como chacina de Unaí, completou nove anos ontem.

A decisão do desembargador Hilton Queiroz, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (Brasília), publicada ontem, ocorreu porque o réu não tem mais direito a foro privilegiado. Mânica era prefeito do município, mas deixou o cargo no último dia 1.

Na quinta-feira, a juíza substituta da 9.ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, responsável pelo caso, já havia decidido encaminhar o processo para a Justiça Federal em Unaí, onde aconteceu o crime.

O Ministério Público Federal afirma que vai recorrer da decisão. Com isso, provavelmente ocorrerá novo atraso no processo, que já estava pronto para ir a julgamento.


Chacina

Mânica e seu irmão, o também produtor rural Norberto Mânica, são acusados de serem os mandantes do crime contra fiscais que investigavam denúncias de trabalho escravo. Eles negam. São oito réus ao todo no caso.

Em 28 de janeiro de 2004, três auditores e o motorista que os guiava foram baleados durante uma emboscada em uma rodovia vicinal da MG-188. Eles vistoriavam as condições de trabalho, remuneração e acomodação das pessoas que colheriam a safra de feijão.

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