A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), confirmou ontem dez novos casos de dengue. Com isso, Bauru totaliza 113 casos da doença – 111 autóctones e dois importados.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, as equipes dos agentes de endemias permanecem nesta semana com as ações de bloqueio nas regiões dos bairros Jd. Ouro Verde, Vila Ipiranga, Independência, Jd. Ferraz e Granja Cecília, onde está concentrada a maior parte dos casos. Entretanto, toda a população deverá estar alerta para as ações de prevenção contra a doença.
A Secretaria Municipal de Saúde mantém orientação a todos os profissionais das redes de saúde pública e privada para que redobrem a atenção em casos que apresentem os sintomas da doença, visando o diagnóstico precoce e tratamento oportuno, viabilizando, dessa forma, agilizar o atendimento aos doentes e controlar a dengue.
A secretaria aguarda o resultado do exame de isolamento para o conhecimento de que tipo de vírus causador da doença circula no município. Três tipos já são conhecidos na cidade – 1,2 e 3. Caso haja confirmação do inédito tipo 4 em Bauru, é possível que a epidemia se alastre, já que o paciente acometido por determinado tipo de vírus fica imune a ele.
A doença
A dengue é uma doença infecciosa aguda de curta duração causada pelo vírus transmitido pelo Aedes aegypti. O ciclo é o seguinte: o mosquito pica a pessoa infectada e, em seguida, através de uma nova picada, transfere o vírus para outra.
Após o contato com o vírus, a doença poderá se manifestar, em média, dentro de seis dias. Alguns dos sintomas são início súbito de febre alta, dor de cabeça, dores fortes nos olhos, na musculatura, nas juntas, podendo surgir manchas avermelhadas na pele. Ao aparecer os sintomas, a pessoa deverá procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou o médico de sua confiança e evitar a automedicação.
Havendo confirmação de casos na família, os demais moradores da residência que apresentarem qualquer sintoma característico também devem procurar atendimento médico imediatamente para exames e tratamento.
Para combater a doença, equipes da Vigilância Ambiental seguem com as ações de orientação, busca ativa de criadouros e nebulização. Entretanto, a colaboração da população é de grande importância.
Entre as ações recomendadas pelas autoridades de saúde estão manter quintais limpos, descartando garrafas vazias, pneus velhos e demais recipientes que possam armazenar água ou mantê-los devidamente protegidos, com tampas; manter caixas d’água devidamente tampadas; colocar areia nos vasos e pratos com plantas; deixar as piscinas vazias e cobertas com lona; manter a limpeza de calhas - se possível três vezes ao ano; deixar os vasos sanitários tampados e depositar hipoclorito de sódio (alvejante) em ralos externos e internos.