Aceituno Jr./14/1/2013 |
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Ricardo Fischer (à esquerda) reencontra seu ex-clube |
O Paschoalotto/Bauru tem pela frente hoje a difícil equipe de São José pelo Novo Basquete Brasil (NBB). Em nove jogos em 2013 foram sete vitórias, com o time bauruense pulando para o G4 da competição. Uma vitória hoje na Panela de Pressão, às 20h, pode representar para a equipe do técnico Guerrinha a quarta colocação isolada no NBB5, com a combinação de resultados - caso Brasília derrote Franca.
O comandante bauruense lembra que a partida de hoje é um confronto direto, e que a equipe do técnico Régis Marrelli tem apenas uma vitória a menos na classificação. Para Guerrinha, triunfar hoje é importante também para o confronto direto entre os times, já que o Paschoalotto venceu São José por 82 a 62 na partida do primeiro turno, no Vale do Paraíba, e somaria, portanto, o segundo triunfo contra os joseenses. “Seria importante em caso de futuros desempates”, explica Guerrinha.
O treinador lembra ainda que somente o pivô Murilo não jogará contra Bauru. Porém, Marrelli deve ter seu time praticamente completo, com as voltas do ala Dedé e do ala/pivô Jefferson. O treinador bauruense respeita também o fato do adversário ser experiente, por disputar no ano passado o Brasileiro e ser o atual campeão paulista. “É um time acostumado a playoffs. Ganhou um quinto jogo nosso aqui (no Paulista) jogando muito bem”, elogia.
Guerrinha ressalta que seu time cresceu muito de rendimento ainda no primeiro turno. “Vamos começar o segundo turno muito mais fortes”, projeta.
Maratona
A equipe bauruense está no meio de uma maratona de jogos sequenciais. Até o dia 7 de fevereiro, serão sete jogos em 15 dias. Começou contra Vila Velha, em casa, e terminará no dia 7 contra Franca, nos domínios do adversário. Depois de São José, Bauru pega Mogi das Cruzes, na Panela de Pressão, Uberlândia, em Minas Gerais, e fecha contra Franca. Antes, enfrentou Minas e Brasília. O trabalho do preparador físico Rodrigo Mantovani e do técnico Guerrinha visa extrair o máximo dos jogadores. O time perdeu Sidão, que foi jogar em Angola, e o ala/armador Fernando Fischer, com limitações para os jogos, devido a problemas no tornozelo direito que passará por nova cirurgia. Outro complicador são as viagens como a do último domingo para o Distrito Federal, em partida atrasada em que Brasília venceu por 80 a 60. Mantovani ressalta que, nesta situação, o trabalho com o elenco visa minimizar os desgastes com repouso, suplementação e líquidos, aproveitando o ganho obtido na pré-temporada.
Os ingressos para a partida serão vendidos a partir das 18h de hoje, na bilheteria da Panela de Pressão.
Os preços são R$20,00 inteira, R$10,00 meia e R$40,00 cadeira cativa.
Duelos na Panela
Guerrinha e Régis Marrelli são os únicos técnicos no Brasil a se manterem em seus times desde a primeira edição do NBB. Ambos ainda comemoram a manutenção da base nas cinco temporadas. “No basquete, diferente do futebol, quanto mais tempo você fica, acaba criando um conceito, uma filosofia, uma estabilidade. Uma confiança na equipe é muito importante, não só o técnico, mas os jogadores também. Precisamos manter uma base, lógico que entrando um ou outro, renovando sempre. Esse comprometimento que você mantém com a equipe, com a cidade e isso é um diferencial muito grande no resultado”, salienta Guerrinha, no comando do projeto do Bauru Basket desde 2006.
Marreli relembra que no primeiro NBB perdeu 15 partidas seguidas e foi mantido pela direção joseense. “É fundamental você estar num lugar estando feliz, ser respeitado, sentir a torcida junto com o time, e o sucesso vem disso”, destaca Marreli, treinador joseense também desde 2006.
Do outro lado
O armador Ricardo Fischer reencontra hoje, na Panela de Pressão, seu ex-clube. O hoje jogador do Bauru Basket ressalta que é diferente enfrentar sua antiga equipe. “Já os enfrentamos no Paulista e é sempre estranho pelos grandes amigos que fiz por lá”, define.
