Durante encontro com prefeitos de Palmas (TO) e Campo Grande (MS) na tarde desta quinta-feira (31), a presidente Dilma Rousseff questionou os gestores municipais sobre o motivo pelo qual a dengue se transformou em epidemia nas duas cidades.
"Essa foi uma das falas da presidente: por que chegou a esse ponto?", disse Alcides Bernal, de Campo Grande, que decretou estado de calamidade diante dos mais de 16 mil casos de dengue somente no mês de janeiro. A capital do Mato Grosso do Sul já registrou cinco mortes, sendo duas confirmadas.
Recém empossado no cargo, Bernal respondeu à presidente que faltou um trabalho de prevenção da administração anterior. Carlos Amastha, prefeito de Palmas, prefere não culpar seus antecessores.
"A presidente disse que tem que fazer campanha contra a dengue, mas eu preciso nesse momento triplicar o número de agentes nas ruas", disse Amastha, que contabiliza mais de seis mil casos neste mês e ostenta o título de prefeito da capital da dengue no país.
Ambos foram ao gabinete presidencial, em Brasília, pedir recursos emergenciais para combater a epidemia. Durante a audiência com os prefeitos, Dilma ligou para o ministro Alexandre Padilha (Saúde) e pediu que analisasse os pleitos dos gestores municipais nas ações de combate à dengue.
O prefeito de Campo Grande diz que ganhou do governo federal hoje R$ 2 milhões para contratar técnicos de enfermagem para os próximos quatro meses.
Já o prefeito de Palmas ainda espera por recursos. Ele ressaltou a importância da participação da população para combater a epidemia. "Os cidadãos têm que ter noção de que estão vivendo com o perigo", disse Amastha.
Eleições presidenciais
O ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) acompanhou os dois prefeitos, ambos do PP, na reunião com a presidente. Ambos reiteraram apoio à reeleição da presidente em 2014.
Segundo o relato dos prefeitos, Dilma disse que não é hora de pensar em 2014. Esse tem sido o mantra da presidente, que evita falar das eleições presidenciais até mesmo em suas agendas oficiais.
"Dilma reagiu com inteligência e disse que não está discutindo 2014", afirmou o prefeito de Palmas.