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Vigilantes param; bancos podem fechar


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Um protesto de vigilantes marcado para as 6h30 de hoje pode refletir na rotina das agências bancárias de Bauru. Elas amanheceram sob a expectativa de ter ou não seguranças para garantir o atendimento ao público. O motivo é uma lei federal que proíbe os bancos de abrirem as portas sem a presença dos vigilantes.

A categoria explica que o movimento é uma forma de pressionar as empresas a efetivar um reajuste de 30% de adicional de periculosidade aprovado pela Câmara dos Deputados em 2012.

De acordo com o diretor regional do Sindicato dos Vigilantes de Bauru, Benedito Pires, esse percentual já deveria estar sendo repassado desde o dia 10 de dezembro aos cerca de 800 trabalhadores regularizados e que atuam na cidade, entretanto as empresas concordaram em pagar apenas 18%, mas nem isso tem sido cumprido.

O acréscimo de 30% aos vigilantes e seguranças privados é cobrado devido ao risco de roubos e violência física a que estão expostos durante o cumprimento do trabalho, todos os dias. O projeto é de autoria da ex-deputada e hoje senadora Vanessa Grazziotini (PCdoB-AM).

Munidos de faixas e cartazes, os vigilantes partirão da praça Rui Barbosa, no centro da cidade, em direção às agências bancárias. O objetivo é conversar com os trabalhadores que, por ventura, não estiverem participando do protesto e convencê-los a aderir ao movimento, que também acontece em Sorocaba, Campinas, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.

De acordo com Pires, a expectativa é de que pelo menos 50% dos trabalhadores da categoria cruzem os braços nesta sexta-feira. Na segunda-feira, os serviços voltam ao normal, mas o sindicato alerta, caso não haja negociação, para novas paralisações e por períodos mais longos.

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