A primeira casa noturna fiscalizada foi a boate Santa Madalena, localizada na zona sul de Bauru. A vistoria durou cerca de uma hora e terminou sem interdições.
De acordo com o grupo que integra a força-tarefa, o estabelecimento atendeu os principais itens de segurança. Ao todo, a boate possui três portas frontais com mais de 1,80 metros, que seriam suficientes para a evacuação rápida das 946 pessoas - lotação total da casa noturna - em uma situação de emergência.
“A boate apresenta certa segurança. No quesito evacuação está ok. Iremos apenas testar o potencial do revestimento que serve para isolamento acústico no teto, que, segundo o proprietário, é antichamas”, pontua o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, frisando ainda que cada porta de saída da boate possibilitaria evacuação de 100 pessoas por minuto.
“Realizamos as orientações necessárias e daremos o prazo de 30 dias para a regularização de alguns detalhes como, por exemplo, as adequações na rota de fuga e colocação de extintores”, completa o sargento do Corpo de Bombeiros, William José Zorzetto.
As orientações dos agentes de fiscalização ao proprietário da casa noturna focaram a adequação de corredores que viabilizam a saída dos clientes, reforço da iluminação de emergência e de placas indicando as saídas e instalação de extintores. Um dos poucos pontos que chamou a atenção do sargento foi o fato de uma das três portas de saída do estabelecimento estar obstruída em um dos lados com uma mesa para venda de ingressos.
Questionado, entretanto, o proprietário da casa noturna, João Cabreira, informou ao grupo que o local seria utilizado como ponto de venda apenas no período em que a casa noturna não está em funcionamento. “A mesa tem rodinha. Sempre retiramos antes do início das festas”, explica.
Apesar da afirmação, o grupo combinou de realizar uma inspeção noturna, posteriormente, para verificar se a retirada do móvel procede antes das festas. Outra porta em uma das passagens para o corredor de saída no interior da boate também deverá ser retirada, para melhorar o fluxo de pessoas.
A ausência de corrimão de um dos lados da rampa e das escadas que dão acesso às saídas no local também não ficou de fora das orientações. As escadas, inclusive, também foram alvos de alerta por conta do revestimento de madeira utilizado.
“Dificilmente a escada pegará fogo, a não ser que outro produto inflamável caia e inicie as chamas, mas a recomendação é que esses locais sejam sempre compostos por alvenaria”, reforça o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.