Buenos Aires - O FMI censurou publicamente a Argentina ontem pela falta de precisão dos dados de inflação e crescimento econômico divulgados pelo governo do país. A declaração do fundo não tem efeitos imediatos, mas deixa o país mais próximo de sanções que incluem o fim do acesso a empréstimos da entidade - e, em último caso, pode levar à “saída compulsória” do membro.
“O Comitê Executivo (do fundo) considerou o progresso da Argentina em implementar as medidas de correção não foram suficientes”, diz o comunicado do FMI. A entidade explica que solicitou ao país índices mais confiáveis sobre seu PIB e sobre o Índice de Preços ao Consumidor da Grande Buenos Aires, que mede a inflação, publicado em setembro de 2012. O Documento exige que sejam tomadas providências antes de setembro de 2013.
Segundo a Bloomberg, a Argentina se torna, assim, o primeiro país a ser criticado pelo FMI por índices econômicos oficiais pouco confiáveis. A Tchecoslováquia teria rompido com a instituição em 1984 pelo mesmo motivo, assim como Cuba, em 1964.
Economistas e políticos colocam em dúvida estatísticas oficiais argentinas desde 2007, quando Nestor Kirchner, então presidente, interveio no serviço (Idec). Os índices variam enormemente desde então.