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Mudança: planejamento e paciência

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis

“Mudança é muito estressante, as pessoas chegam à imobiliária já tensas, estressadas“, aponta a gerente de imobiliária Claudete Beghini

Mais perdidos do que cachorro quando cai de mudança. O ditado tem um fundo de verdade. De fato, ficamos fora de órbita quando temos uma nova rotina, uma nova casa. Objetos perdidos ou danificados, contas que não chegam (e consequentemente se acumulam no endereço antigo), falta de costume, rotina quebrada, etc.

Não é fácil deixar para trás o local que mais nos dava segurança e conforto para começar do zero uma nova fase na vida. Contudo, as mudanças, que figuram entre os grandes causadores de estresse, defendem especialistas em comportamento, são necessárias. Na esteira delas, as habituais dores de cabeça, que podem ser minimizadas com antecipação e planejamento.

Prestes a encarar a sétima troca de moradia em cinco anos, o economista Kleber Nardoto Milaneze conhece de perto os transtornos que as mudanças de endereço trazem na bagagem. “Perder coisas é uma das maiores dores de cabeça”, opina. “É preciso ser muito seletivo com quem vai te auxiliar”, salienta. “As empresas oferecem pacotes de serviço, desde a embalagem até o transporte”, observa.

Kleber conta preferir encaixotar os pertences por conta própria e, em seguida, contratar empresa especializada “apenas” para o transporte entre a antiga e a nova residência. “Não há como escapar do frete”, acentua. “É a parte mais cara”, diz.

Por conta do alto frete, é bom pesquisar, recomendam especialistas no assunto. Os preços somente para transporte variam muito.

Além de dependerem do tamanho da mudança e modalidade do prestador do serviço, desde empresas especializadas até carretos improvisados por frentistas não profissionais, os custos podem ainda ser maiores caso o manejo e a acomodação de móveis e demais pertences não sejam adequados. Neste caso, observa o economista, o barato também pode “sair caro”.


Estresse pra cachorro

Tudo o que envolve a troca de moradia gera algum tipo de estresse. E sobra para todo mundo, até para os animais de estimação. “Causa transtorno até para o cachorro”, descontrai, mesmo falando sério, a personal organizer Denise Nogueira Teixeira. “É um período muito desgastante”, testemunha, ao observar o estado de nervos dos clientes nesta situação.

Segundo ela, apenas o planejamento e antecipação podem diminuir a natural ansiedade deste período. A mudança de fato, diferencia a profissional, começa trinta dias antes de entregar as chaves do imóvel antigo. “Um mês é o período ideal para o planejamento”, recomenda.

Para quem tem crianças em casa, preocupação a mais. Uma das primeiras providências, orienta ela, é definir aonde e com quem deixar os pequenos no dia da mudança.

Uma boa limpeza geral nos armários também é recomendada nos primeiros dias do período pré-mudança. Vender móveis usados, doar utensílios que não têm mais serventia ou que, por falta de espaço, não poderão ser acomodados na casa nova, também são providências que otimizam todo o processo.

“Muita gente se estressa também depois, quando vai procurar algum documento e não encontra, porque ficou perdido entre os pertences encaixotados. Por isso que não se deve embalar as coisas de forma aleatória”, exemplifica (leia quadro com dicas sobre como agir no mês que antecede a troca de residência).

Comunicar o banco, a operadora de TV por assinatura, a concessionária de energia elétrica, entre outros emissores de fatura de cobrança e fornecedores devem ocorrer na semana que antecede à mudança, a fim de garantir a conta debaixo da nova porta e transferência dos serviços para a nova residência.

Limpar a geladeira é coisa a ser deixada para o último dia quando também, observa Denise, um legítimo “kit emergencial” deve ser preparado. “Montar uma mala com roupas e utensílios essenciais é importante, principalmente para o primeiro dia. Peças para usar no trabalho, medicação para o dia-a-dia. É fundamental que estes itens estejam à mão”, orienta.

Ela também atenta à importância de se pesquisar antes de contratar empresas tanto para embalar quanto para o transporte. “Dentro da cidade, de um bairro para o outro, uma mudança pode chegar até a R$ 2 mil”, exemplifica. “Por isso é muito importante planejar a questão logística”, salienta.

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