Geral

Escolha do imóvel e o custo-benefício

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Além da mudança em si, saber para onde vai e, desta forma, não entrar numa fria, também é fundamental. A verificação do imóvel e vizinhança também é fundamental para evitar transtornos após a abertura das caixas na casa nova. “Encontrar um imóvel com preço adequado é importante. No meu caso, porém, optei por alugar imóvel em região próxima ao trabalho”, testemunha a técnica administrativa Lúcia Helena Alves de Assis.

Essa relação custo-benefício citada por ela é um dos fatores elencados por mais gente que entende do assunto. O ideal para isso é buscar orientação profissional.

“Qualquer corretor de imóveis deve sempre oferecer opções totalmente cabíveis ao orçamento do cliente. Mudança é muito estressante, as pessoas chegam à imobiliária já tensas, estressadas. Por isso, se é oferecido algo além da possibilidade de quem quer alugar ou comprar, o nervosismo da pessoa aumenta”, ensina Claudete Beghini, gerente de vendas de uma importante imobiliária da cidade.

“De nada adianta oferecer uma casa de R$ 250.000,000 para alguém que dispõe de R$ 200.000,00. Por menor que seja a diferença, o perfil de quem procura o imóvel deve sempre ser respeitado”, diferencia.

Para quem visita imóveis que podem se tornar a futura casa, ela tece algumas dicas. “O primeiro item observar é a parte estrutural, se há trincas. Parte elétrica é difícil, pois, raramente, algo é notado na primeira visita. Localização, ambiente e vizinhança também são muito importantes. O ideal é visitar o local mais de uma vez, em diferentes períodos do dia”, recomenda.

Paciência, antes de mudar, também faz a diferença, orienta Claudete. “Não é igual a comprar uma blusa, que, se você não gosta, simplesmente não usa mais. É o local aonde você vai morar. Visite de dia, de tarde e à noite. Saiba quem serão os vizinhos, verifique se a localização está de acordo com suas necessidades e rotina”, detalha.

 

Zona de conforto

Outros fatores com maior potencial de estresse, como a perda do emprego ou fim de um relacionamento, ainda estão à frente da mudança de residência. No entanto, a troca de endereços, observa Sandro Caramaschi, professor do departamento de Psicologia da Unesp/Bauru.

De acordo com o acadêmico, a mudança tem uma relação ambígua com o ser humano. “De um lado, elas não são bem vistas, a previsibilidade é confortável. Por outro, entretanto, as pessoas precisam delas, desde a remodelação interior de uma casa até ir para outro lugar. O ideal é o equilíbrio”, observa.

Segundo ele, a chave para driblar o estresse numa eventual mudança de residência é a “tática” de enxergar o copo “meio cheio”. “É preciso ver além dos transtornos, notar o cenário positivo. Ter a certeza de que se vai para um lugar novo, melhor, ao invés de enxergar os problemas, é a melhor forma de encarar a situação”, aconselha. 

Comentários

Comentários