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João Rosan |
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Voluntários e abrigados trocam a energia e a alegria da festa carnavalesca |
Apesar de, oficialmente, o Carnaval começar apenas no próximo final de semana, os asilados do Abrigo para Idosos da Associação Beneficente Cristã, o Paiva, aproveitaram a tarde de ontem para cair na folia. Fantasiados à moda antiga, com máscaras, plumas e paetês, cerca de 120 homens e mulheres se divertiram ao som das tradicionais marchinhas.
Entre sorrisos, danças e o indispensável “trenzinho”, não faltaram, também, muito confete e serpentina. O baile foi organizado pelo grupo Voluntários em Ação pelo 14º ano consecutivo.
“Todos os meses, fazemos uma festa temática. Dá trabalho, mas ver a alegria deles compensa todo o esforço. A gente volta para casa com o coração cheio, com a sensação de missão cumprida”, comenta Miguel Daré, coordenador do grupo. No final da festa, foram coroados o rei e a rainha do Carnaval 2013. Também houve distribuição de lanche, bolo e refrigerante para recuperar a energia perdida com toda a animação.
Abrigada há cerca de um ano e meio no Paiva, Ivone Martins dos Santos, 70 anos, participou pela segunda vez do Carnaval promovido pelo grupo Voluntários em Ação. Para ela, mais do que uma oportunidade para interagir com os colegas, a festa é uma forma de libertar a criança que reside dentro de todo ser humano.
Alma cuidada
“Tem que cuidar da saúde, mas também da alma, né? É gostoso brincar, dançar. Quando eu era mocinha, meu pai não deixava sair de casa. Agora, quero aproveitar o que não aproveitei”, comenta.
Abrigada da residência inclusiva feminina do Paiva, que recebe mulheres com menos de 60 anos, Neuza Domingues, 45 anos, também se jogou na folia. “Eu gosto muito de todas as festas. Mas é muito bom brincar o Carnaval, faz bem para a gente”, comenta.
Para assistente social Raquel Augusta de Mattos, coordenadora do abrigo, eventos como a festa de carnaval estimulam a sociabilidade e a autoestima dos abrigados. “O reflexo é imediato até mesmo nas atividades diárias. Eles melhoram a comunicação, sentem vontade de comprar roupas novas, querem ficar bonitos. A festa é muito mais do que uma diversão momentânea”, observa.
