Regional

Região tem colecionadores para todos os gostos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Colecionar objetos de todas as espécies é um hobby que atrai cada vez mais pessoas. Exige investimentos, dedicação e uma dose de paciência. Um material antigo que, para muita gente, não tem valor, nas mãos de um colecionador vira pérola preciosa. O restauro de peças é um complemento que faz com que os colecionadores se tornem especialistas no assunto. A busca por peças originais é uma verdadeira viagem no tempo.

Na região de Bauru são inúmeros os colecionadores. Em Macatuba, o agricultor José César Artioli coleciona objetos antigos. Tem carros, tratores (foto), brinquedos e uma infinidade de objetos que fazem com que a vida dele seja diferente. Ele viaja em busca de peças - e passa horas tentando recuperar aquelas que necessitam de consertos.

O funcionário público Evandro de Oliveira, morador de Macatuba, tem todos os LPs de Raul Seixas. Fã do cantor, ele guarda a sete chaves os discos de vinil com as músicas que mais curtia na adolescência.

Em Pederneiras, o aposentado Rinaldo Toufk Razuk guarda fotos antigas da cidade e dos moradores. Pretende montar a história através das imagens. Para conseguir fotos, ele dedica parte de seu tempo procurando moradores antigos que possam ter as imagens que ele precisa.


Bicicletas e raízes

Na cidade de Bariri, um aposentado coleciona bicicletas antigas. Ele participa de exposições e, quando tem alguma peça repetida, vende. É, ainda, integrante de blogs com pessoas que também colecionam bikes.

Em Piratininga, um encarregado coleciona rádios. Tem mais de 50 peças e pretende chegar ao dobro. Busca modelos em feiras - e pela internet. A paixão dele pelos aparelhos começou na infância vivida na Bahia.  

Em Lençóis Paulista, Milton Moretto e seus primos colecionam raízes de árvores desde 1960. A coleção chegou a ter mil raízes, mas a difícil manutenção, o transporte e a dificuldade em guardar fizeram o acervo encolher a metade.

Atualmente, ele se intitula como guardador das raízes que o pai recolheu em área rural. “A coleção era de meu pai e, hoje, eu e mais três primos guardamos o acervo. São raízes extraídas, limpas, envernizadas e guardadas há quase 60 anos. O transporte é difícil porque elas são muito delicadas.”

Cada uma das raízes tem um formato que segundo Moretto representa uma figura. “Cada pessoa enxerga a figura de uma maneira. Uma delas nós achamos que parecia um urso. Todo mundo que viu achou que era um cachorro. É para despertar a curiosidade mesmo.”

Florindo Paccola, primo de Moretto, explica que algumas raízes têm formato de animais, humanos. “Não saímos mais para coletar raízes. No nosso trabalho na zona rural, eventualmente encontramos algumas. Há 40 anos saíamos propositalmente para procurar. É uma arte da natureza. Temos uma variedade enorme delas.”

O acervo é mantido, segundo Paccola, para exposições. “No ano passado estivemos na Expovelha. O acervo é muito interessante. Nossa dificuldade é em guardar, transportar. Algumas quebram, desgastam com o tempo.”

 

Comentários

Comentários