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Santa Maria: 56 respiram com a ajuda de aparelhos


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Santa Maria - Quatros feridos no incêndio de domingo passado na boate em Santa Maria deixaram de respirar com a ajuda de aparelhos nas últimas horas, apesar de ainda internados, segundo boletim divulgado na manhã de ontem na cidade do interior do Rio Grande do Sul.

Segundo o Ministério da Saúde em Santa Maria, agora há 114 vítimas internadas no Estado, sendo 56 delas ainda com o auxílio de ventilação mecânica, de acordo com integrantes da equipe da Força Nacional do SUS no RS.

Anteontem, ao longo do dia, seis pessoas receberam alta dos hospitais. Entre os internados, 58 estão em hospitais de Santa Maria, 51 em Porto Alegre, três em Canoas (região metropolitana da capital), um em Caxias do Sul e outro em Ijuí.

Segundo a Força Nacional do SUS, uma equipe com 120 profissionais segue em Santa Maria para apoio psicológico e psiquiátrico a familiares e amigos das vítimas - 236 pessoas, a maioria de jovens universitários - morreram no incêndio na boate Kiss na madrugada do domingo passado.

Somente ontem, 43 pessoas foram atendidas por essa equipe de apoio. Nesta semana, um outro posto de atendimento será criado na cidade e hoje o atendimento ocorre apenas no hospital universitário.


EUA doam US$ 97 mil

Responsável por operações militares na América do Sul, no Caribe e na América Central, o Comando Sul dos EUA se encarregou de transportar 140 doses do medicamento Cyanokyt para o tratamento de vítimas de Santa Maria. O pedido foi feito pelo Ministério da Saúde à embaixada americana.

O remédio é usado no tratamento de pessoas envenenadas por cianidro - gás resultante da queima da espuma da boate Kiss. Segundo o Comando Sul, o custo do lote - superior a US$ 97 mil - será pago com fundos do Programa de Assistência Humanitária do governo americano.


Tragédia

O incêndio aconteceu na boate Kiss, localizada no centro de Santa Maria (RS). O local é famoso por receber estudantes universitários. Ao todo, 236 pessoas morreram.

O fogo teria começado na espuma de isolamento acústico da boate, após um integrante da banda Gurizada Fandangueira manipular um sinalizador. Faíscas atingiram o teto e iniciou as chamas. O guitarrista da banda afirmou que o extintor de incêndio não funcionou.

Sobreviventes relataram que, antes de perceberem o incêndio, os seguranças teriam impedido os jovens de saírem sem pagar.

A maioria das vítimas morreu por asfixia durante a festa promovida por alunos.

 

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