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SC: onda de violência já atinge dez cidades


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Florianópolis - Após nova madrugada de ataques, subiu para 31 o número de atentados e para 10 o total de cidades atingidas na segunda onda de violência urbana em Santa Catarina em menos de três meses.

Do início dos atentados, às 22h de quarta-feira até as 13h de ontem, a Polícia Militar registrou 19 veículos queimados, entre eles 14 coletivos, cinco atentados contra prédios da segurança pública, um ataque a prefeitura e seis ocorrências menores, como fogo em lixeiras. Uma pessoa ficou ferida e 14 foram detidas.

O balanço da PM divulgado às 13h de ontem indica registros em Florianópolis (8), Balneário Camboriú (1), Itajaí (4), Jaraguá do Sul (2), Joinville (7), Criciúma (1), Gaspar (2), Camboriú (3), Palhoça (1) e Laguna (2).

Ontem, o secretário estadual da Segurança Pública, Cesar Grubba, admitiu que os registros deste ano têm relação com a onda de ataques de novembro de 2012, quando a PM registrou 68 episódios violentos em 17 cidades no feriado prolongado da República.

O secretário atribuiu a autoria dos ataques a facções criminosas do Estado, entre elas o PGC (Primeiro Grupo Catarinense), formado por presos da penitenciária de São Pedro de Alcântara (30 km de Florianópolis), de onde diz ter partido a ordem para os ataques de 2012. Ele relacionou os atentados ao que chamou de “ação forte e efetiva da segurança contra o crime”.

O governo do Estado informou que manterá no fim de semana uma “sala de situação” para enfrentar os criminosos.

As polícias Civil e Militar não divulgaram o total de policiais envolvidos nas operações das próximas noites.


Protesto

Florianópolis - Principal alvo dos ataques, o transporte coletivo operou com restrições entre a noite de anteontem e o início da tarde de ontem em cidades da Grande Florianópolis. Às 22h de ontem, passageiros fizeram protesto no terminal central de Florianópolis, por onde passam cerca de 200 mil pessoas por dia, depois que as empresas suspenderam as linhas.

O presidente do sindicato das empresas, Valdir Gomes, disse que não havia segurança suficiente para o transporte, apesar das escoltas policiais para algumas regiões. Até a manhã de ontem, Eron de Melo, 19 anos, estava internado na UTI do hospital Celso Ramos sem risco de morte. Ele é o único ferido desde o início dos ataques.

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