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Vamos falar do amor

Munir Zalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Fatos acontecem desequilibrando o emocional. Só nos restam orações e o amor para os envolvidos nas ocorrências. Falar do amor abranda dores. Reanima a fé e ameniza tristezas. Águas a correr é a liberdade dos rios no amor a tudo às suas margens. O amor que existe nos corações humanos é como um rio. A correr nas veias. Nunca deve ser represado. Suas águas são bálsamos para os carentes de afeto. Banhar gentes desprovidas com ternura. Igualzinho molhar plantas, igualzinho conversar com flores.

O amor é invencível quando se lhe dá veneração. Por quem o oferece e quem o recebe. Quando bate e volta o seu poder supera limites inimagináveis.

A solidariedade é um hino ao amor. Poder a derrubar muros da indiferença. Argamassa espiritual das obras humanas.

Quando rege a família é a batuta da paz. O amor conversa, não discute. É tolerante. Humilde. Não bate porta com raiva. Não ofende. Não agride. Não manda ninguém pra aquele lugar. Beija. Em seu nome as pessoas se fazem conhecer e descobrem outras pessoas no amor.

Surpreende. Quem nunca o teve e o recebe, o divide com carinho. Descobre que o amor é a luz no fim do túnel.

Ah, que coisa bonita e deliciosa namorar! É que nem flor. O amor tá sempre bonito! Cheiroso! Em todos os espaços da vida. A gente viaja por uma nuvem chamada paz a escrever nas alturas bem-vindas ao céu do amor!

Vamos falar do amor... Do jeito que está escrito aqui. Sem palavras difíceis. Como a sua simplicidade. Pureza, sorriso, brilho nos olhos e a alegria de ser como é. Sem rodeios e babaquices. Como os poetas o descrevem, pintores o pintam e a música o canta. Sem salamaleques e com respeito à emoção mais nobre que existe.

Marias, Josés, Beneditos, Aparecidas, os amamos sem sabermos quem são como são e onde estão. Amamos os ausentes e os invisíveis.

Sócrates, Platão, Bilac, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Dona Celina, João Batista Neto Chamadoira, Drummond, Mário Quintana, e tantos outros, amamos vocês pela herança que deixaram.

Amamos o nosso barco e os nossos rios. Respeitamos a tempestade, amamos a bonança e a vida com seus mistérios. Amor são remos. Braços fortes controlando ondas bravas a levar o barco pras águas calmas.

Quando entender o valor do amor os homens se banharão pra lavar todas as suas fraquezas, seus males e do egoísmo que os vence. Serão rios, serão remos.

O amor é simples sem preconceitos pontos e reticências. É o amém. Amar a Deus acima de todas as coisas. Ele nos ensinou como devemos amar...

O autor, Munir Zalaf, é palestrante voluntário e membro da Academia Bauruense de Letras

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