Entre os anotados no Dicionário Houaiss da língua portuguesa, o registro: "fatalismo é atitude moral ou intelectual segundo a qual tudo acontece porque tem de acontecer sem que nada possa modificar o rumo dos acontecimentos." Ainda no mesmo glossário: "fatalidade: acontecimento infausto, cruel, desgraça." Com outras definições, entre elas: "fixada pelo destino". Não pretendemos questionar envolvendo ocorrências com o destino. Vamos focar as citadas sem entrarmos na questão uma vez que no ponto de vista deste que escreve pode ser até uma filosofia ou crença de cada pessoa.
Acidentes com máquinas, carros, motos, aviões, bicicletas, trens, lanchas, navios e outros, causam mortes com números alarmantes. Por falhas mecânicas, estradas de terra e asfaltos esburacados, animais, transeuntes desatenciosos nas pistas, falhas humanas, motoristas embriagados, uso do celular com o veículo em movimento, e vai por aí adiante.
Infelizmente, os acidentes que acontecem diariamente não servem como advertência à população motorizada ou não. O raciocínio de que "acontece com os outros, comigo nunca vai acontecer", conduz o cidadão a uma falsa segurança e imaginação pessoal e irresponsável. Na verdade, triste verdade, o desrespeito à vida é noticiado diariamente pela mídia.
Todas as manhãs o primeiro pensamento que a criatura deve ter ao acordar é: "eu me amo!", porque o dom da vida é o bem maior de cada uma. É a graça divina infinita quando nos encontramos com a nossa alma e trocamos mensagens com o nosso espírito.
Nossos respeitos e afeto aos quatro confrades da Academia Bauruense de Letras que sofreram acidente de carro no dia 25 passado com a fatalidade do óbito do Acadêmico professor João Batista Neto Chamadoira. O Acadêmico, mestre dinâmico e participativo, certamente habita o espaço que lhe estava reservado entre as estrelas. Aos acadêmicos, Joaquim Simões Filho, José Perea Martins e Benedito Requena da Conceição que já se encontram em seus lares em recuperação, as nossas orações e carinho maior.
Munir Zalaf - Membro da Academia Bauruense de Letras