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Bandidos fazem 43 ataques e a polícia mata um suspeito em Santa Catarina


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Florianópolis - Quatro dias após o início da onda de atentados em Santa Catarina, 43 ataques e uma morte foram registrados.

O morto foi o motociclista Jean de Oliveira, de 22 anos, que foi baleado na cabeça por policiais em Joinville, no norte do Estado. A polícia acredita que as ações  que ocorrem em diversas cidades do Estado estão sendo coordenadas pela facção Primeiro Grupo da Capital (PGC).

A morte de Oliveira aconteceu durante uma perseguição policial. Conduzindo uma moto com placa adulterada, ele iniciou conflito com a polícia atirando para o alto e contra um policial de folga.

O próprio policial acionou a Polícia Militar. Logo em seguida, iniciou-se uma perseguição. Jean desobedeceu a ordem de parar e passou a atirar contra as guarnições, quando foi atingido na cabeça. Seu comparsa, Jaison Cordeiro, de 22 anos, foi preso com lesões por causa da queda da moto. A Polícia Militar recolheu um revólver calibre 38.

O Primeiro Grupo da Capital é liderado por presos de alta periculosidade que estão nos principais presídios do Estado.

Até a manhã de ontem, a PM havia detido 20 suspeitos de participar das ações. Com os atentados da madrugada de domingo, agora todas as quatro regiões de Santa Catarina figuram no mapa dos atentados, que aconteceram em 14 cidades diferentes.

Florianópolis, com seis ações, foi a que registrou o maior número de atentados até agora. Em seguida, vem Joinville, maior cidade do Estado, com cinco.

Entre as principais ações usadas pelos bandidos está a queima de ônibus de transporte coletivo e de caminhões particulares e disparos contra bases policiais.

O clima de insegurança nas duas principais cidades catarinenses obrigou as autoridades a reforçar o policiamento e a promover ações para frear os atentados.


Violência

Chapecó, no oeste do Estado, foi surpreendida por volta das 2 horas da madrugada de anteontem com ações criminosas contra a garagem da prefeitura.

Bandidos atearam fogo contra o prédio, que logo foi contido pelos bombeiros. Sete minutos depois, um micro-ônibus foi incendiado no bairro Jardim América, na mesma cidade. Houve também incêndios em ônibus de transporte público.

Em Criciúma, coquetéis molotov foram lançados contra a casa de um policial civil. Artefatos similares também foram lançados contra uma base da Polícia Militar em São Francisco do Sul, no norte do Estado. O fogo foi controlado pelos policiais que estavam no local.


Incêndios

Em Maracajá, no sul, duas carretas foram totalmente destruídas pelo fogo no pátio de um posto enquanto os motoristas jantavam.

Houve incêndio também em Araquari, cidade vizinha a Joinville. Quatro homens colocaram fogo em uma das salas da subprefeitura. Mobília e computadores foram destruídos completamente.

No fim da tarde de ontem, uma série de tiros de arma de fogo no Morro da Caixa, no centro de Florianópolis, mobilizou grande contingente policial, mas ninguém foi preso.

Uma grande operação policial com ao menos 150 homens estava programada para ocorrer na noite de ontem no norte da Ilha de Santa Catarina, onde fica a capital catarinense.

 

Força Nacional

Brasília - Apesar dos 43 atentados registrados em Santa Catarina em menos de uma semana, o governo estadual ainda não solicitou ajuda da Força Nacional para conter a onda de ataques que já atingiram 14 municípios catarinenses.

O Ministério da Justiça (MJ) aguarda um pedido formal do governador Raimundo Colombo para o envio de soldados de elite, da Força Nacional, para ajudar os trabalhos das forças locais do Estado.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, o ministro José Eduardo Cardozo conversou ontem, por telefone, com Raimundo Colombo e colocou os efetivos federais à disposição do governo catarinense.

Além do envio da Força Nacional, o Ministério da Justiça ofereceu ajuda da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Durante o telefonema, ficou acertada uma reunião para esta semana para se avaliar a necessidade do apoio federal a Santa Catarina. O encontro, no entanto, ainda não tem dia marcado e nem definição se ocorrerá em Brasília ou Florianópolis.

 

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